- IPCA subiu 0,67% em abril, praticamente em linha com a mediana de 0,68% estimada por analistas.
- Inflação anual chegou a 4,39%.
- Choque nos preços de energia, provocado pela guerra no Irã, elevou custos em postos de gasolina e supermercados.
- Governo Lula lançou programa para renegociação de dívidas com juros reduzidos para famílias.
- A inflação deve permanecer acima da meta de 3% até 2029, com incertezas associadas ao cenário eleitoral de outubro.
O IPCA de abril subiu 0,67%, em linha com a previsão de analistas consultados pela Bloomberg. A taxa acumulada em 12 meses ficou em 4,39%, mantendo-se perto do teto da meta do Banco Central.
A inflação foi pressionada pela alta de alimentos e combustíveis, com o choque de preços de energia ampliando custos em postos de gasolina e supermercados. A conjuntura continua esportiva para o desemprego, mantendo a demanda resiliente.
Às vésperas das eleições de outubro, o governo busca aliviar o peso nos preços por meio de subsídios e cortes de impostos, aumentando, porém, as incertezas sobre o ritmo inflacionário.
Contexto e impactos
A alta de energia, associada ao ambiente geopolítico, contribuiu para elevar o custo de vida e sustentar pressões inflacionárias. Economistas avaliam que o choque pode persistir nos próximos meses.
A demanda interna permanece relativamente firme, sustentada pelo gasto público e pela força do mercado de trabalho. Analistas projetam inflação acima da meta de 3% até 2029, sob o cenário atual.
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