- Caio Ozzioli, ex-capitão da seleção brasileira de rugby, comanda a Team Panzer, academia na zona oeste de São Paulo com mais de cento alunos matriculados, e ainda dá aulas das 6h às 22h.
- O negócio funciona com pagamentos principalmente via Pix na conta pessoal dele e sem separar finanças da empresa, dificultando a mensuração de lucro.
- Setenta por cento da receita vem de alunos via aplicativo, o que gera receita imprevisível, já que ele só recebe quando o aluno comparece.
- Joel Jota foi convidado para orientar a gestão da academia, oferecendo um software de gestão, um programa de vendas e um período como estagiário na empresa de Jota, para manter Caio fora da operação diária.
- Em cerca de um mês, houve mudança de foco: menos aulas, ampliação da grade, contratação de mais professores e retorno à ideia de abrir uma segunda unidade.
A Team Panzer, academia da zona oeste de São Paulo, vive um momento de virada para tentar ampliar operações sem depender do fundador. Caio Ozzioli, ex-capitão da seleção brasileira de rugby, lidera o negócio que tem mais de 100 alunos matriculados e enfrenta gargalos de gestão. O empresário dá aulas das 6h às 22h e, hoje, financia a empresa com recursos da conta pessoal.
A operação funciona em ritmo intenso: Caio atende clientes, faz a captação, gerencia a rede social e lida com pagamentos. A necessidade de manter a rotina exaustiva ficou evidente quando ele admitiu não saber o faturamento mensal e ter dificuldade para delegar responsabilidades.
Na tentativa de destravar o negócio, a Team Panzer participou do Choque de Gestão, programa da EXAME com patrocínio do Santander Empresas. O momento é crítico porque o modelo atual depende de Caio para decisões chave, afetando a escalabilidade.
O diagnóstico apresentado pelo programa e pelo mentor convidado, o empresário Joel Jota, apontou três frentes para mudança: adoção de um software de gestão, capacitação em vendas e um período de estágio na empresa de Jota para Caio. Ao todo, o plano visa tornar a operação mais previsível.
A prática atual concentra 70% da receita no modelo de pagamento via aplicativo, com cobrança apenas quando o aluno comparece. Em comparação de dois anos atrás, a participação de matrículas grandes caiu, elevando a dependência de contratos ligados ao uso de plataformas.
Além disso, o ticket médio dos matriculados fica em torno de 252 reais, sem estratégias para converter alunos de aplicativo em matriculados presenciais. O diagnóstico indicou que há espaço para vender pacotes com serviços adicionais, aumentando o valor por cliente.
O encontro entre Caio e Joel resultou em um acordo com três frentes: usar a plataforma de gestão indicada por Jota, participar de cursos da escola de vendas do mentor e atuar como estagiário na empresa dele, observando marketing, vendas e gestão. A troca inclui a entrega de uma camiseta autografada do rugby.
Após um mês, sinais iniciais de mudança começaram a aparecer. Caio reduziu o número de aulas, ampliou a grade de horários, contratou mais profissionais e elevou o foco em vendas. A meta de abrir uma segunda unidade voltou à pauta da gestão.
Caio afirma ter observado transformação de mindset a partir da participação no programa, com aprendizado aplicado na prática. A expectativa é manter o avanço na gestão financeira, estruturar ofertas de alto valor e, assim, ampliar a rede de unidades da Team Panzer.
Ação e próximos passos
- Implementação do software de gestão para acompanhar clientes ativos, risco de cancelamento e oportunidades de venda.
- Desenvolvimento de pacotes premium com serviços integrados, como nutrição e avaliação física.
- Relevância de separar as finanças pessoais das operações da empresa para melhorar a previsibilidade do caixa.
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