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JP Morgan afirma que crise é estrutural e investimentos em ações não bastam

JPMorgan Private Bank diz que a crise é estrutural e reforça foco em segurança; ações e bônus não bastam, com oportunidades em mercados emergentes

El CEO de JP Morgan, Jamie Dimon, en el Foro Económico Mundial celebrado en Davos (Suiza) el pasado enero.
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  • O JP Morgan Private Bank afirma que a crise atual é estrutural e não apenas cíclica, destacando que ações e títulos por si só já não são suficientes para enfrentar o cenário.
  • A reforma econômico-mundial tende a privilegiar a segurança e a resiliência, com o fechamento do estreito de Ormuz como gatilho para a maior crise de fornecimento de petróleo desde a Segunda Guerra Mundial.
  • Mercados já precificam a mudança de paradigma, com destaque para defesa europeia, recursos naturais e ouro subindo significativamente nos últimos anos.
  • Investidores devem manter equilíbrio entre não reagir de forma exagerada a curto prazo e acompanhar mudanças de longo prazo, explorando oportunidades em mercados emergentes e em ativos vinculados à segurança.
  • Além de ações e bonds, é necessário um conjunto de ferramentas mais amplo, incluindo ativos reais, estratégias ativas e hedge funds macro, para enfrentar inflação e volatilidade.

O private banking do JP Morgan adotou um tom econômico duro, afirmando que a crise atual é estrutural e exige mais que simples investimento em ações e títulos. Em nota publicada nesta terça, a instituição projeta uma reordenação mundial em direção à segurança e à resiliência, não apenas à eficiência.

Segundo o JP Morgan Private Bank, o fechamento do estreito de Ormuz pode provocar a maior crise de abastecimento de petróleo desde a Segunda Guerra Mundial. O texto sustenta que crises são estruturais e que o papel de ações e bonds não basta mais para proteger carteiras.

A instituição aponta que o paradigma mudou: a segurança passa a ter peso maior que a eficiência. Dados citados indicam que setores de defesa europeus tiveram valorização expressiva em 2025, recursos naturais subiram e o ouro registrou alta acentuada nos últimos três anos.

Grace Peters, representante do banco, afirma que investidores devem manter equilíbrio entre reagir com moderação a notícias de curto prazo e considerar mudanças de longo prazo. A recomendação é buscar oportunidades em mercados emergentes e em setores ligados à segurança.

Antes da escalada na região, a inflação norte-americana girava em torno de 3%. O JP Morgan ressalta que o aumento dos preços de energia agravou uma tendência estrutural: desde 2020, a inflação de consumo acumulada superou 25%, enquanto a renda fixa ofereceu retorno próximo de 5%.

O relatório descreve a necessidade de ferramentas de investimento mais amplas, incluindo ativos reais, estratégias ativas e planos disciplinados para resistir à inflação, não apenas reagir a ciclos. Eram citados, ainda, ativos ligados a commodities, infraestrutura e imóveis como opções com proteção inflacionária.

Como complementos, o texto afirma que fundos macro e estratégias de valor relativo permanecem relevantes, especialmente em contextos de volatilidade entre ações e títulos. Investidores devem, segundo o documento, considerar exposição a infraestrutura e mercados de dados em ascensão.

A análise também aborda a IA como potencial motor deflacionário, capaz de reduzir custos de conhecimento e ampliar a produção sem ampliar a mão de obra. Ainda assim, o discurso dominante é de disrupção, com foco em desemprego e mudanças de modelos de negócio.

Peters enfatiza que a IA pode reduzir limitações de conhecimento, semelhante à eletricidade para a energia. O impacto efetivo é incerto, o que explica a cautela dos mercados. A recomendação final é posicionar-se em setores que se benefitem da expansão de centros de dados e explorar mercados privados.

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