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Lula revoga taxa das blusinhas para melhorar aprovação

Isenção da taxa de importação de até US$ 50 entra em vigor a partir de quarta-feira, favorecendo varejistas asiáticos e alterando o custo orçamentário do governo

Lula: alíquota de 20% foi introduzida em 2024 para ajudar varejistas brasileiros (Foto: Ton Molina/Bloomberg)
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  • O governo revogou a cobrança da alíquota federal de 20% sobre importações de até US$ 50, começando já nesta quarta-feira (13), beneficiando varejistas de baixo custo, como Shein Group, Shopee e Temu.
  • A medida não afeta os tributos estaduais incidentes sobre compras internacionais.
  • O isentismo gera custo orçamentário estimado em R$ 1,94 bilhão em 2026, R$ 3,54 bilhões em 2027 e R$ 4,24 bilhões em 2028, conforme a Subsecretaria de Administração Aduaneira.
  • Nos quatro primeiros meses de 2026, a Receita Federal registrou arrecadação de importação de R$ 1,8 bilhão.
  • Pesquisa Latam Pulse, de abril, aponta contrários à taxa (54%), e que 48% veem o principal efeito como prejudicar consumidores; 36% dizem que o imposto protege empresas e empregos.

A Presidência da República anunciou a revogação da cobrança da chamada “taxa das blusinhas”. A alíquota de 20% para importações de até US$ 50 deixa de valer a partir desta quarta-feira, 13 de setembro. A medida é apresentada como forma de reduzir encargos sobre compras internacionais.

A decisão foi comunicada pelo governo, com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmando que a isenção será efetiva já na próxima captura de importações. O objetivo declarado é beneficiar consumidores de menor renda.

A mudança não altera tributos estaduais incidentes sobre compras internacionais. O impacto orçamentário está estimado em R$ 1,94 bilhão para 2026, com projeções de R$ 3,54 bilhões em 2027 e R$ 4,24 bilhões em 2028, conforme a Subsecretaria de Administração Aduaneira.

Impactos econômicos e apoio público

Uma pesquisa Latam Pulse de abril, para Bloomberg News, aponta que 54% dos entrevistados são contrários à taxa, e 48% dizem que o principal efeito é prejudicar os consumidores. O levantamento também mostra apenas 36% acreditando em proteção a empresas no Brasil.

Aisribuindo apoio eleitoral, a medida ocorre a menos de cinco meses das eleições. Lula aparece empatado nas sondagens com o adversário Flávio Bolsonaro, antes do pleito de outubro, segundo as mesmas fontes.

A medida tem como justificativa principal facilitar o acesso a produtos importados de baixo custo, utilizados por famílias de renda menor, especialmente via plataformas de varejo asiáticas. Ceron destacou esse benefício para a população carente.

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