- Em 2026, o Minha Casa, Minha Vida ganhou uma nova faixa de renda (Faixa 4) e aumentou os tetos de financiamento, ampliando o número de imóveis elegíveis.
- Os limites para Faixas 1 e 2 variam de R$ 210 mil a R$ 275 mil, conforme a localização, com capitais e grandes cidades tendo tetos mais altos.
- A Faixa 4 permite financiamento de imóveis até R$ 600.000 para famílias com renda mensal de até R$ 13.000, e as faixas existentes tiveram reajustes de até 1.000 reais em seus limites superiores.
- Os prazos de financiamento foram estendidos para até 420 meses (35 anos), o que reduz o valor das parcelas e facilita o crédito.
- O FGTS passa a ter papel estratégico, oferecendo crédito com taxas mais estáveis e proteção contra oscilações de juros, conforme divulgado pela MRV e pelo setor.
O Conselho Curador do FGTS autorizou mudanças na tabela do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) para 2026. O objetivo é ampliar o acesso a crédito habitacional com tetos de financiamento ajustados e criação de uma nova faixa de renda. As mudanças entram em vigor em janeiro de 2026.
A MRV, maior construtora da América Latina, aponta que as mudanças aumentam o estoque elegível e trazem previsibilidade para lançamentos e vendas no ano. Executivos destacam impacto positivo na recuperação da demanda.
A nova tabela atualiza os limites de financiamento para as Faixas 1 e 2, com tetos entre R$ 210 mil e R$ 275 mil, conforme a localização. Regiões metropolitanas com maior valorização imobiliária ganham valores mais altos.
Faixa 4 e novos horizontes de renda
A novidade mais expressiva é a Faixa 4, para imóveis de até R$ 600 mil e renda mensal de até R$ 13 mil. As faixas anteriores também tiveram reajustes nos limites superiores, variando entre R$ 300 e R$ 1.000.
Dados da Brain indicam que a demanda deve superar a oferta em 2026, especialmente entre jovens, reforçando a importância das novas faixas de enquadramento.
Prazos de financiamento foram estendidos para até 420 meses (35 anos). A medida reduz o valor das parcelas e facilita crédito para famílias com orçamento limitado. O FGTS atua como fonte de financiamento estável.
Edmil Adib, da MRV, afirma que o conjunto de fatores favorece o desempenho financeiro e o impacto social do programa, com melhor equilíbrio entre oferta de crédito e demanda.
O momento é visto com otimismo pelo setor. A combinação de parâmetros mais estáveis e maior acessibilidade sugere ciclo de crescimento sustentável para a habitação popular nos próximos anos.
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