- Petrobras pagou dividendos de 9,3 bilhões de reais, abaixo dos 12 bilhões esperados pelo mercado, o que pode provocar reação negativa das ações no curto prazo.
- O lucro líquido do trimestre ficou em 32,6 bilhões de reais, alta ou queda de 7,2% em relação ao mesmo período de 2025.
- O EBITDA foi de 61,7 bilhões de reais, 9% abaixo da projeção do Banco Safra.
- Analistas da XP Investimentos apontam que o resultado ficou abaixo das expectativas principalmente por preços de exportação de petróleo mais baixos do que o previsto.
- O fluxo de caixa livre do 1º trimestre de 2026 ficou em 3,9 bilhões de dólares, abaixo da expectativa do Safra de 6,0 bilhões de dólares.
A Petrobras informou nesta terça-feira que pagou dividendos inferiores ao esperado, o que pode pressionar as ações no curto prazo. A visão de analistas aponta que o shortfall de proventos é o principal fator de preocupação. A divulgação ocorreu juntamente com o balanço do primeiro trimestre.
Em relação aos números, a estatal registrou lucro líquido de 32,6 bilhões de reais, queda de 7,2% ante igual período do ano passado. O contexto foi marcado pela elevação do petróleo no mercado internacional, que não se refletiu plenamente no resultado.
O montante de dividendos ficou em 9,3 bilhões de reais, abaixo da expectativa de 12 bilhões pelo mercado. O EBITDA ficou em 61,7 bilhões, 9% abaixo da projeção do Safra. A XP Investimentos aponta que preços menores das exportações pesaram no resultado.
Motivos e perspectivas dos analistas
A XP explica que receita com petróleo bruto ficou abaixo do esperado devido a preços de venda no mercado externo, em torno de 72 dólares por barril. A diferença ocorreu mesmo com alta recente de 6,5% no preço trimestral e 27% no Brent.
Para o Safra, o balanço decepcionou mesmo ante justificativas que envolvem o timing de reconhecimento de receita. A visão é de fluxo de caixa livre de 3,9 bilhões de reais no 1º trimestre, versus 6 bilhões de dólares estimados pelo banco.
Analistas do Safra destacam que a reação inicial pode ser negativa, mas mantêm a avaliação de fundamentos sólidos. Espera-se que os efeitos de preço e volume se consolidem no 2º trimestre de 2026.
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