- A Petrobras registrou queda de 7,2% no ganho no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, com produção recorde superior a R$ 32 bilhões.
- A empresa afirma que o balanço ainda não reflete grandes efeitos da escalada das cotações internacionais do petróleo após o início da guerra no Oriente Médio.
- A estatal anunciou a distribuição de mais de R$ 9 bilhões em dividendos aos acionistas pelo desempenho do período.
- O economista Miguel Daoud afirma que a queda indica abertura de parte do lucro para manter a estabilidade dos preços dos combustíveis.
- Daoud também destaca que o resultado envolve participação do capital brasileiro e do governo, que se beneficiam com o desempenho da empresa.
A Petrobras registrou queda de 7,2% no lucro no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. A produção atingiu um patamar recorde, com valor de mais de R$ 32 bilhões. O balanço, segundo a estatal, ainda não incorpora grande parte dos impactos das cotações internacionais do petróleo após o início da guerra no Oriente Médio.
A empresa informou also que distribuirá mais de R$ 9 bilhões em dividendos aos acionistas pelo desempenho do período. Analistas destacam que esse movimento pode refletir a necessidade de manter liquidez frente ao cenário externo volátil.
Em entrevista concedida nesta terça-feira, o economista Miguel Daoud afirmou que a participação brasileira no resultado da Petrobras é relevante, porque a estatal foi formada com recursos públicos. Segundo ele, manter o equilíbrio dos preços dos combustíveis também passa pela ideia de que o lucro não fica apenas com acionistas.
Daoud também ressaltou que o governo brasileiro se beneficia de parte dos resultados da estatal, o que, na prática, sustenta as contas públicas. Ele reforçou que a alta recente do petróleo impacta a economia, e parte do lucro da Petrobras tende a retornar ao conjunto da sociedade.
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