- Americanas iniciou 2026 com receita bruta 19,8% maior que o 1º tri do ano anterior, mas registrou prejuízo total de R$ 329 milhões, redução de 33,7% frente ao mesmo período.
- Vendas no canal físico somaram R$ 3,3 bilhões, alta de 16,5%, sustentando o crescimento da receita.
- Ebitda ficou negativo em R$ 13 milhões; o Ebitda ajustado, com IFRS 16, foi de −R$ 186 milhões, queda de 23,3% em relação ao ano anterior.
- A empresa passou a focar em varejo físico e no modelo O2O (online para retirada na loja), que atingiu R$ 146 milhões no trimestre, alta de 55,8%.
- O marketplace caiu 71,9% no trimestre, para R$ 10 milhões; a companhia busca manter presença digital por meio de parcerias, enquanto tramita a saída da recuperação judicial, protocolada em março.
A Americanas fechou o primeiro trimestre de 2026 com receita bruta 19,8% maior que no mesmo período de 2025, mas reportou prejuízo de 329 milhões de reais. A redução ocorreu mesmo com crescimento de lojas físicas. O canal físico somou 3,3 bilhões de reais, alta de 16,5%.
A mudança estratégica adotada pela empresa envolveu diminuir a presença online e reforçar o atendimento em lojas físicas. A compra com retirada em loja (O2O) atingiu 146 milhões de reais no trimestre, alta de 55,8%, impulsionada pela mudança de foco.
O Ebitda ficou negativo em 13 milhões de reais. O Ebitda ajustado ex-IFRS16 ficou em -186 milhões, pior que o ano anterior, refletindo custos da recuperação judicial e ajustes contábeis. A gestão aponta ganhos com a concentração no varejo físico.
A empresa informou que a migração de operações digitais para o varejo físico já traz resultados relevantes. A Páscoa, com maior participação de retiradas em loja, ajudou a sustentar o desempenho, mesmo sem incluir integralmente esse período no balanço.
A direção destacou que quase 1.500 pontos de venda servem de base para entregas rápidas, fortalecendo a estratégia de proximidade com o consumidor. A partir dessa aposta, a operação online passou a representar parcela menor das vendas totais.
As despesas com recuperação judicial e investigações internas sobre inconsistências contábeis aumentaram 87,6% no trimestre, chegando a 28 milhões de reais. O CFO Sebastien Durchon não detalha os gastos, mas confirma impacto de advogados e do administrador judicial.
Em março, a empresa protocolou pedido de saída da recuperação judicial e aguarda decisão da 4ª Vara Empresarial da Capital do Rio de Janeiro. A gestão aponta o cumprimento de obrigações como justificativa para sair do regime de proteção.
RAIO-X AMERICANAS
Fundação: 1929
Sede: Rio de Janeiro
Funcionários: 23.988
Lojas: 1.452
Centros de distribuição: vários estados
Receita líquida 2025: 12,3 bilhões de reais
A companhia projeta manter a presença no digital por meio de parcerias com empresas como Magazine Luiza, fortalecendo a retirada em loja como eixo de venda. A estratégia visa manter o equilíbrio entre canais físicos e digitais, sem perder foco na rede de lojas.
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