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Casas Bahia reduz dívida e melhora caixa, desafio é voltar a lucrar

Redução de dívida eleva caixa da Casas Bahia, mas R$ 1 bilhão de prejuízo no primeiro trimestre mostra que o lucro depende de melhora econômica e de execução operacional

Casas Bahia está avaliada em R$ 2 bilhões
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  • Casas Bahia registrou prejuízo de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2026, ante queda comparativa do ano anterior, pressionado por juros elevados e ausência de imposto de renda diferido ativo.
  • A empresa reduziu a dívida líquida em 2,7 bilhões na comparação anual, encerrando o período em 1,2 bilhão e alavancagem de 0,5 vez, após corte de 75% da dívida no fim do ano passado.
  • Geração de caixa livre no trimestre foi de R$ 852 milhões, com receita líquida de R$ 7,4 bilhões e EBITDA ajustado de R$ 597 milhões.
  • O canal digital cresceu 14,6% no início do ano, enquanto o GMV das lojas físicas recuou 1,6%; crediário registrou inadimplência estável em 8,8% e carteira de crédito ativa aumentou 3%.
  • O ajuste de capital de giro deve reduzir custos financeiros, com economia estimada de cerca de R$ 600 milhões por ano; efeitos completos devem ocorrer em cerca de 14 meses, conforme renegociação de dívidas e emissões de notas.

A Casas Bahia registrou prejuízo de 1 bilhão de reais no primeiro trimestre de 2026, ampliando em 2,6 vezes a perda de igual período de 2025. A empresa atribui o resultado à alta taxa de juros e ao efeito cambial do ambiente macroeconômico.

O grupo informou que, mesmo com o estreitamento do lucro, houve melhoria na geração de caixa e na estrutura de capital. O giro de caixa livre no trimestre alcançou 852 milhões de reais, ante 1,2 bilhão a menos no mesmo intervalo de 2025.

A companhia destacou que a elevada taxa de juros pressionou o resultado financeiro. O CDI médio subiu de 12,94% no 1T2025 para 14,86% no 1T2026, impactando as despesas financeiras.

Desempenho operacional e crediário

A receita líquida ficou em 7,4 bilhões de reais, alta de 6,1% frente ao 1T2025. O EBITDA ajustado cresceu 4,7%, para 597 milhões de reais. O canal digital ampliou-se, com alta de 14,6% no trimestre.

O GMV das lojas físicas recuou 1,6%. A carteira de crediário encerrou o trimestre em 6,3 bilhões de reais, alta de 3% na comparação anual. A inadimplência acima de 90 dias permaneceu em 8,8%.

Estrutura de capital e perspectivas

No fim de 2025, a dívida líquida havia sido reduzida em 75%. Em 1T2026, a posição caiu para 1,2 bilhão de reais, com alavancagem de 0,5 vez. A renegociação de dívidas reduziu custos de crediário para 125% do CDI.

A diretoria aponta que a economia ainda não reverteu plenamente. A renovação de dívidas e a redução de custos devem levar espaço de planejamento para 14 meses, dada a duração média dos contratos de crediário.

Câmbio de estratégia e visão

A empresa pretende manter a orientação de crescer com foco em ativos de linha branca e fortalecer o canal digital. A direção ressalta que a recuperação de lucro dependerá de melhoria macro e da continuidade da redução de despesas financeiras.

As ações da Casas Bahia fecharam com mudança modesta na bolsa, refletindo o cenário desafiador de curto prazo. A gestão continua priorizando a consistência operacional e a melhoria gradual dos resultados.

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