- Executivos e associações do setor de biocombustíveis cobraram a publicação do Mapa do Caminho, que define medidas para o Brasil abandonar totalmente os combustíveis fósseis, ainda sem previsão de divulgação pelo Executivo.
- A proposta deveria ter sido apresentada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) até 8 de fevereiro, mas permanece pendente de deliberação.
- O Mapa do Caminho foi instituído pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e requer diretrizes para uma transição energética justa, com participação dos ministérios da Fazenda, de Minas e Energia, do Meio Ambiente e da Casa Civil.
- Durante o 3º Fórum Biodiesel e Bioquerosene, a diretora de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE ressaltou a necessidade de acelerar a discussão e orientá-la a partir de três pilares: bem-estar social, descarbonização e soluções tecnológicas.
- O evento, promovido pela União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), reuniu representantes de governo, Congresso, reguladores, associações e empresas para tratar de soluções, tecnologia, sustentabilidade e mercado internacional de biocombustíveis.
Executivos e associações do setor de biocombustíveis cobraram nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, a publicação do Mapa do Caminho. O plano estabelece diretrizes para o Brasil superar a dependência de combustíveis fósseis, mas permanece sem definição oficial. A divulgação depende do Executivo e não tem previsão.
Produtores aguardam o documento para orientar a demanda por biocombustíveis. A expectativa é que o mapa traga orientações para substituir progressivamente combustíveis fósseis por renováveis, fortalecendo o setor.
A proposta deveria ter sido entregue ao CNPE até 8 de fevereiro, mas ainda não foi apresentada. O CNPE, órgão responsável pela deliberação final, é presidido pelo ministro Alexandre Silveira.
Fórum de Biocombustíveis
A União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene realizou o 3º Fórum Biodiesel e Bioquerosene, em São Paulo, no Distrito Anhembi. O encontro reuniu governo, Congresso, reguladores e empresas para debater tecnologia, eficiência e mercado internacional.
Heloísa Borges, diretora de Estudos da EPE, ressaltou a necessidade de acelerar a discussão e conduzi-la com foco na redução de emissões. A dirigente participou como representante do governo em painéis do evento.
Ela defendeu que o Mapa do Caminho se baseie em três pilares: bem-estar social, descarbonização mediante substituição de fósseis por renováveis quando tecnicamente viável, e soluções tecnológicas para mitigar impactos ambientais.
Contexto do setor
Os biocombustíveis são produzidos a partir de matérias-primas agrícolas e resíduos, como cana, milho, soja e gordura animal. No Brasil, o etanol comanda a mistura com a gasolina e o biodiesel é adicionado ao diesel fóssil.
Além disso, combustíveis como SAF e diesel verde aparecem como alternativas para descarbonizar setores de difícil eletrificação, como aviação e transporte pesado. A produção doméstica reduz a sensibilidade a oscilações do petróleo internacional.
O setor destaca que a maior parte da cadeia produtiva é nacional, o que tende a atenuar impactos de choques geopolíticos. A promoção de fontes renováveis é apresentada como caminho para ganhos energéticos e ambientais, com transmissão de tecnologias e empregos.
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