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Couro de peixe de Pontal do Paraná recebe nova Indicação Geográfica

INPI concede Indicação Geográfica ao couro de peixe de Pontal do Paraná, fortalecendo a cadeia produtiva local e gerando renda para 30 famílias

Produtoras da associação atuam tanto na confecção de itens quanto na venda para a indústria. (Foto: Inove Foto e Vídeo. - LUIS MK)
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  • Couro de peixe de Pontal do Paraná foi reconhecido como Indicação Geográfica pelo INPI, sendo o 26º IG do estado do Paraná.
  • O projeto transforma resíduos da pesca artesanal em couro sustentável, beneficiando cerca de 30 famílias e envolvendo 16 produtores diretos.
  • O pedido de IG foi depositado em outubro de 2025 e a mobilização envolveu ACAPP, Sebrae/PR, Prefeitura de Pontal do Paraná, Seti, Provopar, Conselho Municipal de Turismo e Unespar.
  • O caderno de especificações descreve todo o processo, do manejo das peles à produção de itens como bolsas, brincos e colares, com uso em mercados nacionais e internacionais.
  • Entre as espécies utilizadas estão linguado, robalo, tainha, tilápia e outras, com expectativa de curtimento de seiscentos quilos de peças neste ano.

Da transformação de resíduos da pesca artesanal nasceu o couro de peixe de Pontal do Paraná, o 26º produto com Indicação Geográfica (IG) identificada no Paraná. O registro foi concedido pelo INPI nesta terça-feira (13), como reconhecimento à inovação sustentável e à identidade local.

A iniciativa envolve 16 produtores diretos, com benefício indireto a cerca de 30 famílias. Os insumos vão para indústrias de calçados, design de móveis, moda e artesanato, como bolsas, brincos e chaveiros. O processo valoriza a matéria-prima local e gera renda na cadeia produtiva.

Indicação Geográfica: o que muda

O pedido ocorreu em outubro de 2025, fruto da atuação da ACPPP, Sebrae/PR, Prefeitura de Pontal do Paraná, Seti, Provopar, Conselho Municipal de Turismo e Unespar, sob coordenação da professora Kátia Kalko Schwarz. A origem remete às comunidades caiçaras.

A cadeia produtiva é fortalecida pela assinatura de um caderno de especificações, que descreve desde a aquisição das peles até o curtimento, tingimento e acabamento. A IG busca ampliar visibilidade, governança e oportunidades comerciais.

Detalhes do processo e impacto local

Entre as espécies indicadas estão linguado, robalo, tainha, corvina, tilápia e outras, utilizadas para o couro. As peles são limpadas manualmente, com retirada de carne e gordura, seguindo etapas de secagem e amaciamento para aplicação em diversos itens.

Ana Maria de Oliveira Ferreira de Almeida, presidente da ACPPP, afirma que há 16 membros e a previsão é curtir 600 kg de couro ainda neste ano. A responsabilização pela qualidade busca manter o padrão da IG.

Perspectivas e alcance

Os produtos já alcançam mercados internacionais, com presença em Alemanha, França e Portugal. O prefeito de Pontal do Paraná, Rudisney Gimenes Filho, destaca que o selo valoriza a cultura local, a artesania e o turismo do município.

Atualmente, o Paraná soma 26 IGs, recorde nacional. Em 2026, já houve quatro reconhecimentos, incluindo o couro de peixe de Pontal do Paraná. Outros itens IG no estado incluem ginseng, cafés e tortas regionais.

Projetos em andamento

Além do couro de peixe, há pedidos de IG em análise no INPI para acerola de Pérola, pão no bafo de Palmeira, cervejas artesanais de Guarapuava, mel de Capanema e cambira de Pontal do Paraná. O estado mantém atuação ativa na certificação de produtos locais.

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