- Rede Américas, sociedade entre Dasa e Amil, fez lucro líquido de R$ 38 milhões no 1º trimestre de 2026, a primeira contribuição positiva desde a criação em abril de 2025.
- A operação hospitalar registrou receita bruta de R$ 3,4 bilhões no trimestre, com margem EBITDA de 14,2% (contra 5,9% no 4º trimestre de 2025).
- Meta de resultados inclui metade do ganho via equivalência patrimonial, de R$ 18,9 milhões no trimestre.
- EBITDA totalizou R$ 573 milhões no período, acima da expectativa do mercado; a receita líquida consolidada ficou em R$ 2,22 bilhões.
- O CEO Rafael Lucchesi disse que há boas avenidas de crescimento em receita com premium, atendimento domiciliar e B2B, e descartou planos de listagem da Rede Américas no curto prazo.
A Rede Américas, parceria igualitária entre Dasa e Amil, registrou lucro líquido de 38 milhões de reais no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa a primeira contribuição positiva da joint venture, criada para consolidar operações hospitalares das duas empresas desde abril de 2025. A unidade vinha registrando prejuízo de 186 milhões nos 12 meses encerrados naquele trimestre.
A operação hospitalar da Rede Américas teve receita bruta de 3,4 bilhões e margem EBITDA de 14,2% no período, ante 5,9% no quarto trimestre de 2025. A variação ocorreu após ajustes contábeis pontuais. Parte do resultado é reconhecida pela equivalência patrimonial, com 18,9 milhões peso no consolidado do grupo.
Rafael Lucchesi, presidente da Dasa, afirmou à Bloomberg Línea que a Rede Américas já contribui para o resultado do trimestre e que a operação é uma realidade desde o início de 2026. A empresa informou que a aliança registrou patrimônio de 4,65 bilhões de reais.
No conjunto, a Dasa registrou EBITDA de 573 milhões no 1T26, acima da expectativa de 531 milhões estimada pelo consenso Bloomberg. A receita líquida consolidada ficou em 2,22 bilhões, acima da projeção de 2,16 bilhões. A margem líquida não foi citada.
A área de Diagnósticos, núcleo estratégico após a reorganização de 2025, cresceu 15,3% na receita bruta, para 2,2 bilhões. O Hospital da Bahia avançou 17,4%, com ocupação de 82,4%. Lucchesi destacou avanços operacionais e futuras contribuições em 2026.
A alavancagem da Dasa encerrou o trimestre em 2,99 vezes a dívida líquida sobre EBITDA, frente a 4,17 vezes há um ano. O executivo ressaltou que a dívida, segundo ele, caiu pela metade, e citou perspectivas de crescimento em três frentes: premium, atendimento domiciliar e B2B.
Sobre eventuais planos de listagem da Rede Américas ou reorganização societária envolvendo a Amil, Lucchesi afirmou que não há planos de curto prazo nem frentes em aberto. O foco, segundo ele, permanece na operação e nos avanços operacionais.
O setor acompanha movimentos de interesse de investidores em ativos hospitalares, como indicou recente passo do Bradesco ao listar uma holding de saúde. O desempenho da Dasa, com ativos como Lavoisier, Pasteur e Delboni, continua sendo peça central na avaliação do grupo.
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