- O dólar fechou em alta de 2,31% a R$ 5,0085, enquanto o Ibovespa caiu 1,83% aos 177.047 pontos.
- Na véspera, o dólar tinha fechado a R$ 4,8955 e o Ibovespa estava em 180.342 pontos.
- Lula aparece com 42% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 41%, em cenário de segundo turno segundo a Quaest.
- O presidente assinou medida provisória que zerou tributos federais sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas de comércio eletrônico.
- O mercado acompanha o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, além de tensões na região do Oriente Médio que influenciam preços do petróleo.
O dólar fechou em alta de 2,31% nesta quarta-feira (13), cotado a 5,0085 reais. O giro do dia também foi impactado pelo cenário eleitoral no Brasil e pela expectativa de aproximação entre Donald Trump e Xi Jinping na China. O Ibovespa, por sua vez, caiu 1,83%, aos 177.047 pontos.
Antes do fechamento, o mercado reagia à leitura de novas intenções de voto para o segundo turno. Lula aparece com 42% e Flávio Bolsonaro com 41%, números que indicam empate técnico na simulação de segundo turno conforme a pesquisa Quaest. Na véspera, o dólar já havia subido e a bolsa recuara.
No exterior, o encontro entre Trump e Xi Jinping ganha relevância para os agentes econômicos, com foco em abrir o mercado chinês para empresas norte-americanas. As negociações ocorrem em meio a tensões entre as duas maiores economias globais, ampliando a vigilância sobre fluxos de capitais.
A conjuntura no Oriente Médio também é monitorada pelos mercados. O Brent superou 107 dólares por barril, com receio de interrupções no Estreito de Ormuz e impactos sobre o abastecimento global. O Irã condiciona negociações a uma série de demandas.
No Brasil, o governo anunciou a revogação da chamada taxa das blusinhas. A medida zera tributos federais sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas de comércio eletrônico, sem alterar o ICMS estadual. A mudança, anunciada próximo às eleições, afeta a arrecadação federal.
Mercados globais acompanham uma sessão de quedas nos EUA, com o Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq no vermelho, à medida que dados de inflação ao produtor reforçam a hipótese de juros mais elevados por mais tempo. Na Europa, as bolsas oscilam sem direção única.
No mapa regional, o mercado observa a evolução de políticas comerciais e fiscais no Brasil, com efeitos esperados sobre o câmbio e o desempenho do Ibovespa. A leitura dos dados eleitorais aponta para um cenário competitivo até o pleito de outubro.
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