- A Embraer pretende aumentar a produção de jatos comerciais no próximo ano, impulsionada pela alta de preços de combustível.
- A empresa mira entregar até 100 jatos comerciais em 2027, cerca de 20% a mais do que neste ano, segundo o CEO Francisco Gomes Neto.
- As projeções permanecem: 85 jatos comerciais e entre 160 e 170 aeronaves executivas em 2026, mesmo com escassez de componentes.
- O portfólio atual é centrado nos jatos E2; a Embraer avalia lançar um jato de fuselagem estreita maior e, possivelmente, um novo jato executivo.
- Há interesse na Índia, com memorando de entendimento com Adani para explorar fabricação de regionais; uma linha de montagem final no país depende de pedidos mínimos de cerca de 200 aviões.
A Embraer espera aumentar a produção de jatos comerciais no próximo ano, com a demanda sustentada por aeronaves mais eficientes diante do preço elevado do combustível. A anunciaram isso em entrevista em Nova York à Bloomberg News.
O objetivo é entregar até 100 jatos comerciais em 2027, cerca de 20% acima do total estimado para este ano, segundo o CEO Francisco Gomes Neto. A meta contrasta com a projeção de 85 jatos comerciais e 160-170 aeronaves executivas em 2026.
A fabricante brasileira já concentra-se nos jatos da família E2, que vão de 70 a 145 assentos. Também avalia o portfólio futuro, incluindo possíveis jatos de fuselagem estreita maiores e, quem sabe, um novo jato executivo.
Entre os desafios, a Embraer aponta gargalos de componentes, como motores e peças da fuselagem, que persistem apesar das perspectivas de demanda mais firme para aeronaves eficientes.
A empresa não pretende lançar dois projetos simultaneamente, mantendo o foco em evitar fracassos de ocasiões anteriores, disse Gomes Neto. A estratégia sinaliza prioridade aos jatos E2 para atingir a meta de receita de US$ 10 bilhões até 2030.
Quanto às perspectivas de demanda, o CEO afirmou que ainda não houve aumento expressivo de pedidos, mesmo com o cenário favorável para combustíveis mais caros.
No âmbito internacional, a Embraer busca oportunidades na Índia, onde firmou memorandos com o conglomerado Adani para explorar a fabricação de jatos regionais. Em fevereiro, assinou parceria com a Hindalco para avaliar negócios no país.
Sobre eventual instalação de uma linha de montagem final na Índia, a empresa condiciona o projeto a pedidos mínimos de 200 aeronaves, segundo Gomes Neto.
Esses movimentos indicam a estratégia de diversificação geográfica da Embraer, visando ampliar participação em mercados emergentes sem abandonar o foco nas famílias de jatos já consagradas.
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