- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que é preciso ficar ainda mais vigilante com os efeitos de segunda ordem da inflação, em meio ao conflito no Oriente Médio.
- O aumento do barril de petróleo tem elevado preços e impacta o cenário inflacionário global.
- Efeitos de segunda ordem ocorrem quando a alta de um item se espalha para outros preços e pode gerar nova inflação e pressões salariais.
- Galípolo disse que é necessário distinguir choques de oferta de efeitos de segunda ordem, considerando uma economia com expectativas desancoradas e mercado de trabalho apertado.
- Na última reunião, o Comitê de Política Monetária decidiu pela continuidade do ciclo de cortes da Selic, com a taxa básica em 14,5% após queda de 0,25 p.p.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (13) que o BC precisa ficar ainda mais vigilante diante os chamados efeitos de segunda ordem da inflação, em razão do conflito no Oriente Médio e da alta no barril de petróleo. O objetivo é evitar que choques de oferta se espalhem pela economia.
Galípolo participou da abertura da IV Conferência Anual do Banco Central do Brasil. O dirigente destacou a necessidade de separar choques de oferta de efeitos de segunda ordem, diante de expectativas desancoradas e mercado de trabalho ainda firme.
Segundo o presidente, o cenário atual exige uma abordagem mais complexa do BC para manter a inflação dentro da meta. Ele ressaltou que o BC não deve abrir mão do foco no controle inflacionário, mesmo em períodos de maior desafio.
Contexto recente do Copom
O BC manteve o tom de cautela ao se pronunciar sobre a última reunião do Comitê de Política Monetária. O Copom decidiu manter o ciclo de cortes da Selic, reduzindo a taxa para 14,5% ao ano, com um recuo de 0,25 ponto percentual.
A autoridade monetária indicou que o ajuste é considerado adequado, mesmo diante de eventos que podem gerar volatilidade nos preços. O cenário, segundo o Copom, depende de fatores como a situação geopolítica e outros choques de oferta.
A nota divulgada pelo BC reforçou que os efeitos de segunda ordem precisam ser monitorados com atenção. O BC aponta para a necessidade de calibrar políticas para ancorar as expectativas no médio prazo.
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