- O conflito no Irã mudou a forma como investidores globais veem o Oriente Médio, colocando a resiliência geopolítica acima do crescimento econômico como critério de investimento.
- O desempenho de ações e títulos divergiu entre os países da região durante o conflito.
- Gestoras estão privilegiando nações menos expostas a interrupções no estreito de Hormuz, como Omã.
- Mercados dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita ficaram abaixo de outras regiões da região.
A guerra no Irã está redefinindo a percepção dos investidores globais sobre o Oriente Médio. A resiliência geopolítica passou a ter mais peso do que o crescimento econômico como atrativo para fluxos de capitais, segundo analistas e gestoras.
Essa mudança levou a um desempenho desigual de ações e títulos na região durante o conflito. Gestoras de dinheiro favorecem países com menor exposição aos riscos provocados pelo bloqueio do Estreito de Hormuz, principalmente Omã.
Enquanto Omã recebe aportes, os mercados dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita vêm ficando para trás, com sinais de maior cautela entre investidores institucionais e fundos de renda fixa e variável.
O foco recai sobre a capacidade de cada país de mitigar interrupções logísticas, riscos de energia e interrupções no comércio. A disseminação de relatos de hostilidade acentua a divergência entre regiões com diferentes perfis de exposição.
Até o momento, as decisões de alocação refletem uma avaliação de resiliência geopolítica em detrimento de indicadores de crescimento econômico de curto prazo, segundo gestores que acompanham o tabuleiro regional.
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