Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Metade dos brasileiros ainda prefere carro a combustão, apesar dos elétricos

Enquanto veículos elétricos crescem no Brasil, 49% ainda preferem combustão; infraestrutura de recarga e custo freiam adoção, com híbridos liderando o volume

Vendas de carros elétricos crescem 97% no início de 2026, mas metade dos brasileiros ainda prefere combustão | Foto: Getty Image
0:00
Carregando...
0:00
  • 49% dos brasileiros ainda preferem veículo movido a combustão; 9% demonstram interesse por elétricos a bateria.
  • As vendas de automóveis e comerciais leves eletrificados quase dobraram no primeiro quadrimestre de 2026, com híbridos liderando em volume e elétricos puros registrando maior crescimento percentual.
  • De jan-abr de 2025 para o mesmo período de 2026, as peças eletrificadas (híbridos e elétricos) passaram de 70.433 para 138.886 unidades, alta de 97,19%.
  • Elétricos puros saíram de 17.681 para 48.401 unidades no período, aumento de 173,75%; entre abr-2025 e abr-2026 o crescimento chegou a 272,09%.
  • Infraestrutura de recarga é a principal barreira para adoção de elétricos; custo de aquisição e preocupações ambientais aparecem como fatores motivadores, cada um citado por 38% dos entrevistados.

O estudo da EY aponta que, mesmo com o avanço dos elétricos, metade dos brasileiros ainda prefere carros movidos a combustível. 49% apoiam a combustão interna, enquanto o interesse por elétricos fica em 9%. A percepção de custo e a disponibilidade de recarga ajudam a sustentar essa diferença.

Dados da Fenabrave mostram crescimento expressivo das vendas de veículos eletrificados no primeiro quadrimestre de 2026. Hybridos lideram o volume, seguidos pelos elétricos puros, que registraram o maior aumento relativo. O avanço ocorre mesmo com o peso ainda forte dos modelos a combustão.

Entre janeiro e abril de 2025, o total de automóveis e comerciais leves eletrificados era de 70.433 unidades. Em 2026, esse patamar chegou a 138.886, alta de 97,19%. O ganho é puxado pela performance dos elétricos puros, que passaram de 17.681 para 48.401 unidades no período.

Híbridos lideram a transição

Em termos de volume, os híbridos somaram 90.485 unidades nos primeiros quatro meses de 2026, alta de 71,53% frente ao mesmo período de 2025. Esse movimento indica que o consumidor busca opções com eletrificação associadas a motor a combustão.

O ritmo dos elétricos puros é mais acelerado em crescimento: abril de 2025 para abril de 2026 houve alta de 272,09%. Ainda assim, o peso bruto de participação permanece menor do que o dos híbridos.

Barreiras para migração

O Índice de Mobilidade do Consumidor (MCI), com 1.000 entrevistas, aponta a infraestrutura de recarga como principal entrave à adoção de elétricos. Além disso, custo de aquisição continua sendo um ponto crítico para muitos compradores.

Por outro lado, motivos econômicos e ambientais ajudam a sustentar o interesse por eletrificação. Ao todo, 38% citam aumento de preço dos combustíveis e preocupação ambiental como motivadores para considerar modelos eletrificados.

Panorama global e expectativas

Na União Europeia, registros de veículos elétricos já superaram os de carros a gasolina em meses recentes, com 17,4% das vendas totais em 2025. A China mantém liderança mundial na eletrificação, com projeção de exportação elevada para 2026.

Nos EUA, o crescimento de elétricos registra ritmo mais lento, com queda de investimentos observada em 2025. O contexto internacional influencia estratégias de montadoras e a disponibilidade de modelos no Brasil.

Projeção para o Brasil

Especialistas apontam que a eletrificação brasileira permanece em transição. A expansão da rede de recarga e a redução de custos devem definir o ritmo de adoção nos próximos anos, com os híbridos atuando como ponte entre as tecnologias.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais