- O consumo mundial de vinhos caiu 2,7% em 2025, atingindo 208 milhões de hectolitros, o menor nível desde 1957.
- Entre os dez maiores mercados, apenas Portugal teve aumento; EUA recuou 4,3%, para 31,9 milhões de hectolitros.
- A França fechou o ano com queda de 3,2% (22 milhões de hectolitros); a União Europeia representa 48% do consumo global, com recuos na Itália (-9,4%) e em outros países.
- A China caiu 13% em 2025, para 4,8 milhões de hectolitros, mantendo queda desde 2018; Brasil e Japão foram entre os poucos a crescer.
•As razões apontadas pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho incluem crises econômicas, mudanças de hábitos, inflação e preços, além de efeitos indiretos de tarifas e da recuperação pós Covid.
OIV aponta queda histórica no consumo mundial de vinhos em 2025, tombando 2,7% em relação a 2024. O total chegou a 208 milhões de hectolitros, o menor nível desde 1957. Motivos: crise econômica e mudanças de comportamento, além de efeito pós-pandemia.
A organização ressalta que, desde 2018, o consumo global cai 14%. No top 10 dos mercados, apenas Portugal registra aumento da demanda no ano. Mudanças estruturais de gosto, poder de compra pressionado e custos elevados são apontados como fatores relevantes.
Mercados que mais recuaram
Nos EUA, o principal mercado, o volume cai 4,3% para 31,9 mhl em 2025. A OIV menciona combinação de fatores: menor consumo entre jovens, maior diversidade de bebidas e sensibilidade ao preço. Direitos de importação e câmbio também influenciam o comércio.
Na França, o consumo recua 3,2%, para 22 mhl. Na UE, a Itália registra queda de 9,4% (20,2 mhl) e outros países do bloco também apresentam retrações. Fora da UE, Reino Unido, Rússia e Suíça seguem em baixa; Brasil e Japão aparecem entre os poucos a subir.
China fecha o conjunto de mudanças com redução de 13% em 2025, para 4,8 mhl, após queda de 61% desde 2020. A demanda chinesa passa a depender mais da renda e dos preços, com transformação de hábitos de compra.
A OIV indica que fatores econômicos permanecem centrais desde o pós-pandemia, ainda andam difíceis de separar de mudanças socioculturais. O panorama global aponta para ajustes contínuos no setor vinícola.
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