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Banco do Brasil sofre com impactos da tensão entre EUA e Irã

Guerra no Oriente Médio eleva insumos do agronegócio, aumenta inadimplência e provisões, levando Banco do Brasil a queda de lucro no 1º trimestre de 2026

Companhia teve queda de mais de 53% do lucro liquido no 1° trimestre de 2026 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • O Banco do Brasil apresentou lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, queda de 53,5% em relação ao mesmo período de 2025.
  • A inadimplência da carteira de crédito subiu de 3,63% para 5,05% no 1º trimestre de 2026, alta de 1,4 ponto percentual em 12 meses, com recuo de 0,1 ponto percentual no trimestre.
  • As Provisões para Devedores Duvidosos (PDD) saltaram 85,8%, para R$ 18,9 bilhões, no 1º trimestre de 2026.
  • A escalada da inadimplência e as pressões no agronegócio estão associadas ao aumento de preços de insumos provocados pela guerra entre Estados Unidos e Irã.
  • O CFO do banco disse que espera melhoria gradual da inadimplência no setor agro, conforme novas concessões de crédito exigirem garantias.

O Banco do Brasil informou queda expressiva no lucro líquido do primeiro trimestre de 2026, ante igual período de 2025. O lucro ajustado foi de 3,4 bilhões de reais, uma queda de 53,5%. A variação é atribuída à continuidade do aumento da inadimplência na carteira de crédito, que elevou as provisões usadas para cobrir calotes.

Segundo o vice-presidente de finanças, Marco Geovanne Tobias, a elevação da inadimplência veio acompanhada pela pressão de custos e pela piora no cenário para o agronegócio, segmento com peso relevante na carteira do banco. As margens sofreram recuo, impactando a rentabilidade.

A divulgação ocorreu durante teleconferência com analistas na manhã desta quinta-feira, 14, referente aos resultados do trimestre. O banco detalhou que a inadimplência subiu de 3,63% no 1º tri de 2025 para 5,05% no 1º tri de 2026, um aumento de 1,42 ponto percentual em 12 meses.

Desempenho de Provisões e Impacto do Agronegócio

A Provisões para Devedores Duvidosos (PDD) subiu 85,8%, chegando a 18,9 bilhões de reais no período. Grande parte desse acréscimo está ligada ao agronegócio, que segue enfrentando dificuldades e registre pedidos de recuperação judicial em alta. Em abril, houve nova aceleração dessas dificuldades.

O banco atribuiu parte do cenário adverso aos impactos da guerra entre Estados Unidos e Irã, que elevou os custos de insumos para o setor rural. A expectativa é de melhora gradual da inadimplência conforme novos contratos de crédito exigem garantias adicionais, disse o CFO.

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