- Exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 10,9 bilhões entre janeiro e abril de 2026, queda de 16,7% frente ao mesmo período de 2025.
- No quadrimestre, os EUA responderam por 9,4% do total das exportações do Brasil para o mundo; abril teve queda de 11,5% nas vendas ao país, para US$ 3,1 bilhões.
- O déficit da balança brasileira com os EUA subiu 35% no período, para US$ 1,3 bilhão, já que as exportações caíram mais do que as importações.
- As principais quedas em abril vieram de petróleo bruto (-45,6%) e café não torrado (-46,1%), com produtos sem sobretaxa registrando retração de 25,2% e os com sobretaxa de 10% recuando 7,6%.
- Importações do Brasil dos EUA caíram 13% no acumulado do ano e 18,1% em abril; itens afetados incluem motores e máquinas (-76,5%), aeronaves e peças (-58,8%) e óleos combustíveis (-18,9%).
O comércio entre Brasil e Estados Unidos manteve trajetória de queda entre janeiro e abril de 2026. Exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 10,9 bilhões, queda de 16,7% na comparação com o mesmo período de 2025. O recuo ocorreu em meio a demanda externa mais fraca.
Segundo a Amcham Brasil, a balança comercial ficou mais deficits com os EUA neste quadrimestre, com alta de 35% no déficit em relação ao ano anterior, para US$ 1,3 bilhão. O menor desempenho ocorre apesar de exportações brasileiras terem recuado mais rápido que as importações.
Em abril, as exportações para o mercado americano somaram US$ 3,1 bilhões, queda de 11,5% frente a março. Este foi o nono mês seguido de retração. Fatores de peso foram a redução de petróleo bruto (-45,6%) e cafeicultura não torrada (-46,1%).
Principais impactos
- Produtos sem sobretaxa registraram queda de 25,2%, já os itens com sobretaxa de 10% recuaram 7,6%.
- No acumulado, pese as sobretaxas, todos os grupos apresentaram retração. Os itens com sobretaxa de 10% tiveram a maior queda, -23,7%.
A Seção 232, referente a tarifas sobre aço, alumínio, automóveis e autopeças, apontou crescimento de 22,5% em abril, impulsionado por aço e alumínio, que subiram 44,3%. As importações brasileiras de produtos americanos também recuaram pelo quinto mês consecutivo.
Em relação às importações, o total vindo dos EUA caiu 13% no ano até abril e 18,1% em abril. Reduções concentram-se em motores e máquinas (-76,5%), aeronaves e partes (-58,8%) e óleos combustíveis (-18,9%).
Contexto e perspectivas
O desempenho dos EUA como destino das exportações brasileiras ficou entre os piores entre os principais compradores em 2026, com queda de 16,7% no acumulado, ante um crescimento mundial de 9,2%. A Argentina apresentou queda ainda maior, de -18,4%.
Com a evolução do comércio, o déficit brasileiro com os EUA ampliou-se no primeiro quadrimestre, mantendo a tendência de déficit que já vinha se estabelecendo nos últimos meses. A Amcham aponta fatores de demanda global e ajustes de preços como nuances relevantes.
As informações são fornecidas pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham). As datas referem-se ao período de janeiro a abril de 2026.
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