- O Digital Assets Conference (DAC) New York 2026 discutiu a nova arquitetura do mercado financeiro, com foco na participação institucional, stablecoins e tokenização de ativos, durante a Brazil Week.
- Roberto Dagnoni, presidente do Mercado Bitcoin, destacou a construção de uma ponte entre o mercado tradicional e os ativos digitais.
- Mais de 20% do suprimento de Bitcoin já é detido por instituições, reforçando o papel da criptomoeda como reserva de valor e a demanda institucional por instrumentos regulados.
- As stablecoins foram apresentadas como infraestrutura financeira para pagamentos internacionais, remessas e movimentação global de recursos, com uso regional variando conforme necessidade.
- A tokenização de ativos reais foi apresentada como a “segunda vinda dos ETFs”, ampliando distribuição, acesso global e interoperabilidade entre plataformas tradicionais e blockchain; o debate também destacou abertura de capital e fusões no ecossistema.
O Digital Assets Conference (DAC) realizou-se‑se nesta terça-feira, 12, em Nova York, reunindo executivos para debater impactos dos ativos digitais nos mercados de capitais durante a Brazil Week. O MB promoveu o evento, com patrocínios do setor financeiro e tecnológico.
A manhã abriu com foco no Bitcoin e na participação institucional. Dados apontaram que mais de 20% do suprimento já está em mãos de instituições, fortalecendo o papel do ativo como reserva de valor. Executivos destacaram evolução da demanda por instrumentos regulados.
O tema também abordou a infraestrutura de pagamentos. Stablecoins ganharam espaço para pagamentos internacionais e remessas, ampliando operações cross-border e uso institucional, com demanda variando por região.
Bitcoin e adoção institucional
Painel contou com representantes do CME Group, que destacaram a demanda por instrumentos regulados e infraestrutura para ativos digitais. Participantes mencionaram maior integração de estratégias institucionais com o mercado de cripto.
Cactus Raazi, CEO da B2C2 Américas, afirmou que liquidez, custódia e operações evoluíram, aproximando o setor dos padrões dos mercados tradicionais. A percepção sobre ativos digitais passou a incluir modelos de exposição e integração.
Tokenização de ativos
A tokenização de ativos reais (RWA) foi apresentada como segunda geração de distribuição de ativos. Executivos discutiram títulos públicos, crédito privado e instrumentos em blockchain, com potencial para ampliar acesso global.
Sebastian Bea, da ReserveOne, e Gabor Gurbacs, da OpenAssets, destacaram a evolução das estruturas de tokenização. Bruno Batavia, do Valor Capital, comentou ganhos de interoperabilidade e eficiência no processo de liquidação.
Mercados de capitais e abertura de capital
O debate final abordou IPOs e fusões no ecossistema de ativos digitais. Executivos destacaram o avanço regulatório e o papel da participação institucional na maturação do setor, com maior aproximação entre infraestrutura cripto e companhias tradicionais.
Randy Little, da 50T Funds, e Ambre Soubiran, da Kaiko, indicaram que o movimento de abertura de capital reflete a consolidação do setor, com foco em dados, negociação e serviços baseados em blockchain.
O DAC New York marca a entrada internacional do tema na agenda da Brazil Week, reforçando o interesse de investidores institucionais em ativos digitais e em infraestrutura de mercado ligada a blockchain.
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