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Empregos no setor de óleo e gás voltam aos níveis de 15 anos atrás

Empregos em Exploração e Produção chegam a 700 mil em 2025, igualando o nível de quinze anos, e dependem de novos leilões, mais poços e inclusão offshore

Abespetro traçou três cenários de empregabilidade na área de exploração e produção de petróleo e gás — Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo
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  • Em 2025, empregos no setor de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás totalizaram 700 mil, mantendo o mesmo nível de 15 anos atrás.
  • A cadeia completa de óleo e gás somou 1,6 milhão de empregos no ano passado, com o E&P respondendo por pouco mais de 40% do total.
  • A Abespetro lançou o Caderno Abespetro 2026, apresentando cenários base, pessimista e otimista para a empregabilidade na área, conforme investimentos na Margem Equatorial e na Bacia de Pelotas.
  • A retomada dos leilões de áreas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) impulsionou contratações, mas é preciso aumentar o número de poços exploratórios para elevar as descobertas.
  • Um dos desafios é a inclusão de pessoas com deficiência em operações offshore, com acordos e treinamentos em segurança, além de discutir mudanças em políticas de PD&I para incentivar inovação.

O segmento de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás atingiu 700 mil empregos em 2025, nível visto há 15 anos. O recuo ocorreu após 2010, com impactos da Lava-Jato, queda de cerca de 70% no preço do petróleo entre 2014 e 2016 e ausência de leilões.

Ao considerar toda a cadeia de óleo e gás, que inclui logística, refino e distribuição, o total de empregos chegou a 1,6 milhão no ano passado. O setor de E&P representou pouco mais de 40% desse total.

A Abespetro projeta cenários de empregabilidade para o setor. O base considera investimentos nas fronteiras Margem Equatorial e Bacia de Pelotas. O pessimista prevê queda de oportunidades, caso não haja reposição de reservas. O otimista aponta ganho de recuperação de 4 pontos percentuais.

Projeções e motivações

Segundo Telmo Ghiorzi, presidente da Abespetro, a retomada de leilões pela ANP ajudou a impulsionar contratações. Ainda assim, é necessário ampliar o ritmo de perfurações para aumentar descobertas e empregos. Ele afirmou que sem novas poças, não há investimento nem emprego.

Ghiorzi também destacou questões ligadas à licença social para exploração. Argumentou que a pressão ambiental é excessiva frente à matriz energética brasileira, que é limpa. Comparou o Brasil à Noruega para ilustrar a diferença na exploração de novas áreas.

Mesmo com aumento do fator de recuperação da produção, Ghiorzi disse que o país ficaria abaixo da média global. O Mar do Norte registra fator de recuperação de cerca de 46%, enquanto o Brasil opera com dados em estudo para alcançar mais eficiência.

Inclusão de pessoas com deficiência

Outro desafio citado envolve a inclusão de pessoas com deficiência em plataformas offshore. Existem iniciativas como acordo com o Ministério Público do Trabalho para ampliar a participação dessas pessoas, especialmente em operações em alto-mar.

A Abespetro citou um treinamento para 14 pessoas, voltado à segurança de plataformas e evacuação em caso de acidente. Há limitações médicas que impedem a participação de alguns profissionais em determinadas atividades.

O Caderno Abespetro 2026 também aborda temas da cadeia produtiva. Um aponta para bonificação a empresas que excedem metas de conteúdo local, substituindo a lógica de penalidades. A segunda trata da necessidade de ampliar PD&I com maior participação de universidades.

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