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EUA encerram exportação de soja para a China e reduzem previsão de novas vendas

EUA encerram esperanças de novas vendas de soja à China; acordo de Busan garante compras por três anos, reduzindo a participação americana no mercado chinês

REUTERS/Bryan Woolston Grãos de soja em um campo na Fazenda Hodgen em Roachdale, Indiana, EUA
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  • O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que o compromisso da China para compra de soja significa que “a soja já está resolvida”, reduzindo expectativas de novas metas de aquisição.
  • O comentário veio durante a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim e aborda o acordo de Busan para os próximos três anos.
  • Analistas dizem que Pequim não deve aumentar as compras além do compromisso acordado em outubro, devido à demanda doméstica fraca e aos preços da soja brasileira.
  • A China busca cumprir a promessa de importar 25 milhões de toneladas de soja por ano até 2028, mantendo o objetivo no nível mais alto desde 2022.
  • Em 2024, a China respondeu por cerca de 20% da soja importada dos EUA, caída em relação aos 41% de 2016; no ano passado, foram 15% de suas necessidades compradas dos EUA.

O secretário do Tesouro dos EUA afirmou que o compromisso da China com a compra de soja torna o tema “resolvido”, reduzindo as expectativas de novas metas, em meio a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim. A declaração foi dada durante entrevista à CNBC.

A soja é a principal exportação dos EUA para a China, que é o maior comprador mundial. Analistas indicam que Pequim não deve ampliar aquisições além do compromisso firmado em outubro passado, diante de demanda interna fraca e preços competitivos da soja brasileira.

Segundo o governo americano, o foco está na proposta de a China importar 25 milhões de toneladas de soja por ano até 2028, meta que ainda não está clara quanto ao seu cumprimento. Em 2024, a China importou uma parcela de cerca de 20% das necessidades de soja dos EUA.

No período pós-primeiro mandato de Trump, a China reduziu sua dependência de sementes oleaginosas dos EUA, passando de 41% em 2016 para cerca de 20% em 2024. No ano anterior, 2023, as aquisições chinesas aos EUA representaram 15% do total de suas necessidades.

Desdobramentos e cenário atual

  • Analistas indicam que o ritmo de compras pode permanecer estável nos próximos anos.
  • As negociações continuam sob escrutínio de demanda chinesa e de preços da soja brasileira.

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