- O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, reagiu ao acordo entre Hugo Motta e o governo sobre a redução da jornada de trabalho para quarenta horas semanais, pedindo avaliação setorial.
- Motta informou acordo para que a mudança seja apreciada por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sem atingir salários dos trabalhadores.
- Skaf acusa influência política e afirma que setores não foram ouvidos, destacando impactos na competitividade das empresas, cuja margem média fica entre dois e três por cento.
- O dirigente citou o Chile como exemplo negativo, dizendo que mudanças semelhantes geraram aumento da informalidade, desemprego e inflação.
- O governo pretende aprovar ainda neste semestre; a comissão marcou a votação do parecer para vinte e sete de maio, seguido de plenário e envio ao Senado, com defesa de vigência imediata sem transição.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, reagiu à proposta de reduzir a jornada de 40 horas semanais e encerrar o regime 6×1. Motta afirmou ter acordo com o governo para votar a PEC sem afetar salários. A reação ocorreu após o anúncio na imprensa.
Skaf disse que o debate está cercado de influências políticas e eleitorais. Em entrevista à Folha de S. Paulo, ele afirmou que o tema não foi discutido com os setores produtivos e que a realidade das empresas é diversa. A crítica foca no processo de decisão.
A preocupação é com impactos diretos na competitividade. A Fiesp sustenta que margens de lucro da indústria ficam entre 2% e 3%, dificultando a absorção de custos com a mudança. Dados sobre impacto macroeconômico são citados pelo setor.
Contexto e críticas
Segundo Motta, a redução da escala 6×1 será apreciada por meio de uma PEC, sem prejudicar salários. A negociação contou com participação de integrantes do governo e da comissão especial. Participaram o ministro das Relações Institucionais, o ministro do Trabalho e o secretário-executivo do Planejamento.
A Comissão Especial marcou a votação do parecer para o dia 27 de maio. Se aprovado, o texto vai ao plenário e, em seguida, ao Senado. O governo sustenta que a mudança pode vigorar ainda neste semestre, com aplicação imediata.
Caminho legislativo e impactos setoriais
A Fiesp cita exemplos internacionais, citando o Chile como referência negativa após mudanças em 2024. Relatos apontam maior informalidade, desemprego e inflação. Há também menção a possível queda de 1% a 3% do PIB, caso a redução ocorra sem planejamento.
O governo afirma que a proposta busca modernizar a legislação trabalhista. A defesa é de que a atuação será calibrada por setores, com avaliação de impactos setoriais. A votação no Congresso permanece dependente do ritmo político atual.
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