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Grupo Mateus cresce 12,9% e gera R$ 323 milhões em caixa

Grupo Mateus encerra o 1T26 com receita de R$ 9,4 bilhões (+12,9%), geração de caixa de R$ 323,5 milhões e alavancagem de 0,33x, apesar de lucro cair e vendas mesmas lojas recuarem 7,3%

(Foto: Reprodução/Grupo Mateus)
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  • O Grupo Mateus encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 9,4 bilhões, alta de 12,9% ante o mesmo período de 2025, e gerou R$ 323,5 milhões em caixa.
  • A dívida líquida caiu para R$ 735,9 milhões e a relação dívida/EBITDA ficou em 0,33x; o EBITDA pós-IFRS16 somou R$ 543 milhões, com margem de 5,8%.
  • O lucro líquido caiu 21,8%, para R$ 212,9 milhões, apoiado por despesas elevadas e menor demanda, apesar do crescimento da receita e da margem bruta de 22,9%.
  • A companhia abriu quatro lojas no 1T26 (três atacarejos Mix Mateus e um supermercado), totalizando 306 unidades em operação e 228 lojas de varejo; presença em 132 cidades, em nove estados.
  • O volume de vendas nas mesmas lojas recuou 7,3%, efeito da deflação de alimentos e endividamento das famílias, com a empresa mantendo foco em margens e eficiência para sustentar lucratividade.

O Grupo Mateus (GMAT3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 9,4 bilhões, alta de 12,9% frente ao mesmo período de 2025. A empresa gerou caixa de R$ 323,5 milhões e reduziu a alavancagem para 0,33 vez EBITDA. O lucro líquido atribuído caiu 21,8%, para R$ 212,9 milhões, em meio a juros altos e desaceleração do consumo.

A divulgação destaca que a alta de receita foi puxada pela consolidação do Novo Atacarejo, pelo crescimento do atacado B2B e pelo desempenho do segmento de eletro. Além disso, o grupo acelerou a expansão de lojas, chegando a 306 unidades em operação e 132 cidades em nove estados.

Foram inauguradas quatro unidades no 1T26: três atacarejos Mix Mateus e um supermercado, nas cidades de Imperatriz (MA), Caxias (MA), Arapiraca (AL) e Teresina (PI). A expansão elevou a malha para 228 lojas de varejo alimentar.

Desempenho de vendas e mudanças no mix

As vendas nas mesmas lojas recuaram 7,3% no trimestre, impactadas pela deflação de alimentos, endividamento das famílias e mudança no comportamento de consumo. A empresa manteve foco em margens e rentabilidade mesmo com o recuo de volume.

Mesmo diante do ambiente, a margem bruta avançou para 22,9%, impulsionada por ganhos de eficiência, renegociação de fornecedores e maior participação de operações mais rentáveis. O lucro bruto alcançou R$ 2,15 bilhões, alta de 16,1%.

Rentabilidade, caixa e investimentos

O EBITDA pós-IFRS16 somou R$ 543 milhões, queda de 7,3% ante 2025, com margem de 5,8%. Ainda assim, o fluxo de caixa foi robusto, somando R$ 323,5 milhões. A geração de caixa favoreceu a redução da dívida líquida para R$ 735,9 milhões.

A relação dívida líquida/EBITDA ficou em 0,33x. Os investimentos realizados no trimestre somaram R$ 219,6 milhões, 11,7% abaixo do 1T25, com foco em produtividade e eficiência operacional.

Perspectivas e estrutura financeira

A companhia destacou avanços em produtividade e reestruturações em estados como Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia. O objetivo é preservar margens diante do cenário macroeconômico, com juros elevados e consumo contido.

O Grupo Mateus informou que continua buscando equilíbrio entre expansão geográfica e melhoria de rentabilidade, mantendo disciplina de capital mesmo em ambiente desafiador.

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