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IA pode substituir 80% das funções, alerta executivo da General Atlantic

General Atlantic alerta: IA pode substituir oitenta por cento das funções, impulsionando transformação tecnológica rápida e necessidade de requalificação

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  • O copresidente do General Atlantic, Martín Escobari, afirmou em edição especial do Hot Market gravada em Nova York que 80% dos empregos de colarinho branco podem ser substituídos pela inteligência artificial.
  • Segundo ele, haverá agentes autônomos que substituem o trabalho de funcionários de camisa branca, mas a transição não será imediata e depende da maturidade das empresas em três fases: lucratividade, dados e talentos, e novos modelos de negócio.
  • A decisão sobre requalificação ou contratação é um dilema para as companhias; Escobari alerta que, se a liderança não atuar, alguém fará e pode surgir uma guerra de preços.
  • Ele rejeita a ideia de bolha de IA, destacando investimentos de grandes empresas como Apple, Google e Meta; ainda assim afirma que a IA representa 1,5% do PIB dos EUA, bem abaixo de períodos históricos de inovação.
  • O avanço tecnológico desafia plataformas de software que não se adaptam rápido; algumas chegaram a registrar quedas de até 50% no mercado, e o diferencial será a capacidade de integrar automação com gestão de dados.

Em edição especial do programa Hot Market, gravada em Nova York, Martín Escobari afirmou que a Inteligência Artificial representa uma mudança tecnológica maior que a da internet. Ele estimou que 80% das funções de colarinho branco poderão ser substituídas pela IA.

O debate ocorreu durante a edição gravada na sede da CNN Brasil, em Nova York, com Rafael Furlanetti apresentando. O tema foi contextualizado no marco do Brazil Week, destacando o impacto da IA em empresas brasileiras e globais.

Escobari, copresidente do General Atlantic, destacou que a transição não ocorrerá de imediato, exigindo maturidade tecnológica nas corporações. Segundo ele, as companhias passam por três fases: foco no que mexe na linha de lucro, estruturação de dados e preparação de talentos, e, por fim, criação de novas fontes de receita e modelos de negócios.

Além disso, o executivo alertou sobre o dilema das empresas entre contratar novos perfis ou requalificar equipes. Ele afirmou que a inércia não é uma opção: quem não agir pode sofrer pressões competitivas ou perder espaço no mercado.

Não há bolha de IA

Ao ser questionado sobre se há uma bolha financeira na IA, Escobari disse que a revolução é apoiada por grandes empresas como Apple, Google e Meta, com caixa robusta. Ele argumentou que o investimento em IA nos EUA representa cerca de 1,5% do PIB, bem abaixo dos 6% observados na era das ferrovias em 1860.

O executivo reconheceu sinais de euforia, mas sustentou que a mudança é real, citando o crescimento da Anthropic, empresa na qual investiu, que atingiu receita anual de cerca de US$ 44 bilhões em 18 meses.

O desafio do SaaS

O avanço da IA gerou dúvidas sobre a sobrevivência de plataformas de software que não se adaptaram. Escobari mencionou quedas de até 50% no valor de mercado de algumas empresas nos últimos meses, refletindo o receio de obsolescência de modelos tradicionais.

Contudo, ele afirmou que não haverá uma resposta única: o mercado tende a separar vencedores de perdedores. A sobrevivência dependerá da capacidade de gerenciar dados complexos e de integrar automação aos sistemas que cuidam de logística, faturamento e outras funções.

O programa Hot Market vai ao ar aos domingos, às 23h15, pela CNN Brasil, com reprise na segunda-feira, às 19h, no CNN Money.

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