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IBGE: desemprego de pretos é 55% maior que o de brancos

Desemprego de pretos é 55% maior que o de brancos no 1º tri de 2026, destacando desigualdade estrutural e maior informalidade entre pretos

Movimentação de pessoas nas ruas do centro da cidade.
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  • No primeiro trimestre de 2026, a taxa de desemprego de pretos foi de 7,6%, 55% acima da de brancos (4,9%) e acima da média nacional (6,1%).
  • A diferença entre pretos e brancos já chegou a 69,8% no segundo trimestre de 2020, a maior disparidade registrada pela PNAD Contínua.
  • A taxa de desemprego de pardos ficou em 6,8%, 38,8% maior que a de brancos, com histórico de menor disparidade após o início da série.
  • A informalidade atinge 37,3% da força de trabalho no Brasil, sendo 40,8% entre pretos e 41,6% entre pardos, contra 32,2% entre brancos.
  • Em relação ao sexo, as mulheres têm desemprego de 7,3% frente a 5,1% dos homens, configurando uma diferença de 43,1% entre os sexos.

A taxa de desemprego entre pretos fechou o primeiro trimestre de 2026 em 7,6%, segundo dados do IBGE. O indicador ficou acima da média nacional (6,1%) e 55% maior que o dos brancos, que ficou em 4,9%. A diferença é maior que no fim de 2025 (52,5% a mais) e que no 1º trimestre de 2025 (50%).

A série histórica da PNAD Contínua Trimestral foi iniciada em 2012. Naquele ano, o desemprego entre pretos já era quase 45% superior ao dos brancos, e o menor diferencial ocorreu em 2021, com 43,6%.

Pardos

A disparidade também favorece os brancos quando comparados aos pardos: a taxa de desocupação entre pardos é 6,8% (38,8% acima dos brancos). Ao longo da série, a diferença já chegou a 50,84% em 2023, com variações ao longo dos anos.

No último trimestre de 2025, a desocupação entre pardos ficou 47,5% acima da dos brancos. A pesquisa aponta que, no conjunto da população, a autoidentificação determina o perfil das categorias racial-éticas analisadas.

Fatores

Analista da PNAD, William Kratochwill, aponta que a diferença entre pretos e brancos sugere elementos estruturais. O estudo considera múltiplos fatores, como nível de instrução e região de atuação, além da cor da pele.

Ele ressalta que será necessária uma análise mais aprofundada para compreender as causas da diferença entre grupos, levando em conta diversas características, não apenas a identificação racial.

Informalidade

A PNAD também mostra maior informalidade entre pretos e pardos frente aos brancos. Trabalhadores sem carteira assinada, autônomos e sem CNPJ aparecem como informais.

A taxa média nacional de informalidade fica em 37,3%. Entre brancos, é 32,2%; entre pardos, 41,6%; e entre pretos, 40,8%. Os dados sinalizam desvantagens na formalização do trabalho para esses grupos.

Autoidentificação

A PNAD utiliza autoidentificação. No 1º trimestre de 2026, pardos foram a maioria entre os entrevistados com 14 anos ou mais, com 45,4%. Brancos responderam por 42,5% e pretos, 11,1%.

Os dados não detalham amarelos ou indígenas de forma separada nessa edição trimestral.

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