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MP-SP busca ampliar receitas próprias após decisões do STF sobre penduricalhos

MP‑SP busca ampliar receitas próprias após decisões do STF que restringem penduricalhos; propostas de taxas foram vetadas, aumentando o debate sobre autonomia financeira

Interior da sede do Ministério Público do Estado de São Paulo, localizada na região da Sé
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  • O Ministério Público de São Paulo discute fontes alternativas de financiamento para ampliar receitas próprias, em meio a decisões do STF que restringem verbas indenizatórias pagas a juízes e promotores.
  • O procurador-geral de Justiça chegou a apresentar projeto para criar duas novas taxas para financiar o MP; o texto foi aprovado pela Assembleia, mas vetado pelo governador Tarcísio de Freitas.
  • Em reunião do Conselho Superior em 15 de abril, o conselheiro José Carlos Cosenzo disse que restrições do STF poderiam ser contornadas com “relações republicanas” entre os Poderes, destacando a necessidade estrutural de recursos.
  • A conselheira Vera Taberti defendeu ampliar participação em fundos existentes e captar recursos institucionais, para financiar modernização tecnológica e atuação contra o crime, com uso de recursos recuperados de organizações criminosas.
  • O MP informou que as propostas de fontes adicionais não envolvem pagamento de pessoal e visam sobretudo modernização tecnológica e ações de combate ao crime, com recuperação de recursos de organizações criminosas.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ampliará a discussão sobre fontes próprias de financiamento em meio a decisões do STF que restringem as verbas indenizatórias pagas fora do teto para juízes e promotores. As pautas seguram o ritmo do órgão mesmo com o avanço de questionamentos sobre penduricalhos.

Em reunião do Conselho Superior, em 15 de abril, conselheiros apresentaram caminhos para financiar a atuação sem depender de verbas vinculadas ao orçamento. A ideia é buscar fontes alternativas, inclusive por meio de fundos já existentes e de maior participação institucional.

Novas taxas em debate

O procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, propôs, em fevereiro, a criação de duas taxas para financiar o Fundo Especial de Despesa do MP. Uma incidiria sobre acordos extrajudiciais, e outra, sobre fundações fiscalizadas pelo Ministério Público. Os valores variariam conforme o tipo de ato e o signatário.

O veto do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à proposta foi explicado pela linha de que as cobranças tinham natureza tributária, com ausência de estudo de custeio e de correspondência entre valor cobrado e serviço prestado. Também foi contestada a caracterização de obrigação compulsória com possibilidade de cobrança na dívida ativa.

Recursos institucionais e autonomia

Conselheira Vera Taberti defendeu a ampliação da captação de recursos em fundos existentes e a manutenção de uma atuação mais ampla. Ela enfatizou a necessidade de manter a agência com capacidade de combate ao crime e de modernização tecnológica, com recursos extraorçamentários.

A instituição afirmou, em nota, que tais recursos não cobram pagamento de pessoal, e que as iniciativas visam modernizar a tecnologia e ampliar ações contra organizações criminosas. O MP ressalta que o objetivo é fortalecer a atuação institucional.

Debates sobre financiamento e supervisão

Em relatos de ata, o conselheiro José Carlos Cosenzo mencionou discussões entre promotores sobre diferenças de financiamento entre Ministério Público e Judiciário. Ele citou a existência de fundos próprios para o Judiciário como referência de autonomia, apontando que o tema é central para a gestão orçamentária.

A discussão ocorre em meio ao avanço de decisões do STF que restringem verbas indenizatórias acima do teto. O MP-SP busca respostas para manter a eficácia de suas atividades sem depender de penduricalhos.

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