- Shell informou que seus pagamentos a governos onde atua tiveram queda de 2025 em relação ao ano anterior, totalizando $23,8 bilhões.
- A redução foi de 15% em relação a 2024.
- O recuo foi puxado principalmente pela Nigéria, onde os pagamentos caíram para cerca de $2 bilhões, mais da metade do anterior, devido à retirada de produção em terra.
- O Brasil passou a ser o maior beneficiário público entre os países onde a Shell tem operações de upstream.
Shell plc reduziu significativamente seus pagamentos a governos de países onde opera operações upstream em 2025, com o Brasil passando a ser o principal beneficiário estatal, à frente da Nigéria.
De acordo com os dados divulgados pela empresa em disclosures publicados na quinta-feira, os pagamentos a governos somaram 23,8 bilhões de dólares no ano anterior, queda de 15% ante 2023. A desaceleração teve peso importante na Nigéria, onde as remessas caíram para cerca de 2 bilhões de dólares, reflexo da redução da atuação onshore da Shell no país.
Com a mudança, o Brasil tornou-se o maior receptor de pagamentos governamentais da Shell, superando a Nigéria pela primeira vez, segundo o relatório. A empresa não detalhou as razões específicas para a reestruturação de seus pagamentos, mas indicou que o recuo global está ligado a ajustes de produção e a desinvestimentos em ativos onshore na Nigéria.
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