- A partir de 1º de janeiro de 2027, importações de pequeno valor até US$ 50 serão taxadas pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) com alíquota estimada em cerca de 9%.
- A reforma tributária traz isenções para itens como cesta básica, saúde e educação, mas importações de pequeno valor feitas por pessoas físicas não entram nessas exceções.
- Havia risco de dupla tributação com o Imposto de Importação de vinte por cento, aprovado em 2024, mas esse tributo foi extinto pelo governo.
- Remessas de zero a US$ 50 passam a ter Imposto de Importação zerado e continuam sujeitas ao ICMS de 17% ou 20%.
- Na faixa de US$ 50,01 a US$ 3.000, permanece o Imposto de Importação de 60%, com redução de US$ 30 no tributo, além do ICMS de 17% ou 20%.
A partir de 2027, compras internacionais de baixo valor feitas por pessoas físicas serão taxadas pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), com alíquota estimada em 9%. A mudança acompanha a primeira fase da reforma tributária, que altera a tributação sobre importações de pequeno valor.
A antiga cobrança, conhecida como “taxa das blusinhas”, encerrou-se em 12 de maio de 2026, mas o cenário tributário para remessas de menor valor permanece em evolução. A reforma traz isenções para itens como Cesta Básica Nacional, saúde e educação, porém não prevê exceção para importações de pequeno valor por pessoa física.
Mudanças no Remessa Conforme
Haverá diferença entre faixas de valor. Importações de zero a US$ 50 viverão com isenção de Imposto de Importação e ICMS de 17% ou 20%.
De US$ 50,01 a US$ 3.000, a tributação passa a manter o Imposto de Importação em 60%, com ajuste de desconto no tributo, além do ICMS conforme a alíquota estadual.
A medida evita a dupla tributação federal que chegou a ser discutida, após a aprovação de um Imposto de Importação de 20% em 2024. O governo aponta a extinção desse imposto como fator que simplifica o regime para remessas de baixo valor.
Contexto e impactos
Países estrangeiros já vinham adotando modelos diferentes para tributação de remessas de pequeno valor, com variações entre IVA, impostos de importação e modelos híbridos. O Brasil, ao revogar o Imposto de Importação de 20%, alinha-se a estratégias de cobrança por tributos indiretos, como o ICMS, dentro do conceito de CBS.
Plataformas de ecommerce acompanham a implementação temendo impactos sobre consumidores e comércio internacional, enquanto setores produtivos defendem igualar a tributação entre produtos nacionais e importados.
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