- O índice de atividades turísticas caiu 4,0% em março, ante fevereiro, segundo o IBGE, com queda acumulada de 5,4% no trimestre.
- Em relação a março de 2025, houve recuo de 3,9% após dois meses de taxas positivas.
- 14 de 17 locais pesquisados registraram queda; as maiores pressões ocorreram em São Paulo (-6,3%), Bahia (-5,3%), Pernambuco (-9,2%), Ceará (-11,6%) e Minas Gerais (-2,8%).
- Rio Grande do Sul (1,4%), Rio Grande do Norte (1,3%) e Goiás (0,4%) foram os destaques positivos regionais.
- No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o setor avançou 0,9% frente ao mesmo período de 2025, puxado por catering, restaurantes, reservas de hospedagem e transporte aéreo de passageiros.
O índice de atividades turísticas no Brasil caiu 4,0% em março na comparação com fevereiro, informou o IBGE. A variação também foi negativa ante março de 2025, com recuo de 3,9%. O resultado mensal veio após dois meses de taxas positivas.
Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), o setor acumulou uma perda de 5,4% no trimestre móvel encerrado em março. A queda foi puxada pela menor receita de empresas dos ramos de transporte aéreo de passageiros, hotéis e locação de automóveis.
O turismo permanece 6,5% acima do patamar de fevereiro de 2020, porém 6,3% abaixo do recorde histórico de dezembro de 2024. Regionalmente, 14 dos 17 locais pesquisados registraram queda em março.
Desempenho regional
São Paulo (-6,3%), Bahia (-5,3%), Pernambuco (-9,2%), Minas Gerais (-2,8%) e Rio de Janeiro (-2,4%) contribuíram significativamente para o recuo. No interior, o Rio Grande do Sul (+1,4%) liderou as altas, seguido de Rio Grande do Norte (+1,3%) e Goiás (+0,4%).
No confronto com março de 2025, 11 estados apresentaram queda. Destaque para Bahia (-11,3%), Pernambuco (-12,9%), Ceará (-11,6%) e Santa Catarina (-10,2%). O Rio Grande do Norte foi o único a registrar alta relevante no período (-3,7%).
Desempenho no primeiro trimestre de 2026
No acumulado de janeiro a março, o conjunto de atividades turísticas mostrou alta de 0,9% ante o mesmo periodo de 2025. Impulsionaram o resultado as receitas de catering, bufê e comida preparada, restaurantes, e serviços de reservas ligados a hospedagens, além do transporte aéreo de passageiros.
A partir do primeiro trimestre, 10 dos 17 locais pesquisados tiveram taxas positivas. Destaque para Rio de Janeiro (8,4%), São Paulo (1,6%), Bahia (1,7%), Rio Grande do Norte (6,8%) e Amazonas (5,4%). Minas Gerais registrou a maior queda (-6,9%).
Entre na conversa da comunidade