- Citi rebaixou a recomendação de compra de ações da Stone para neutra e reduziu o preço-alvo de US$ 18 para US$ 11, citando deterioração do crédito e incertezas de crescimento.
- Stone informou receita de R$ 3,57 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 6,5% vs. o mesmo período de 2025 e queda de 4% em relação ao quarto trimestre anterior.
- Lucro líquido ajustado foi de R$ 549,1 milhões, alta de 3,5% Year over Year, porém queda de 22,3% frente ao quarto trimestre; margem líquida ajustada ficou em 15,3%.
- Carteira de crédito atingiu R$ 3,2 bilhões, +123% YoY, com maior peso em crédito semanal para comerciantes, elevando preocupações sobre provisões.
- Base de clientes fechou em 4,7 milhões ativos, +13,2% YoY, mas -4,8% QoQ; ações da Stone caíram na Nasdaq (~2%) no dia, com valorização total estimada em US$ 2,3 bilhões.
A Stone enfrentou resultados ruins no primeiro trimestre de 2026, o que levou o Citi a rebaixar a recomendação das ações de compra para neutra e a reduzir o preço-alvo de US$ 18 para US$ 11. O movimento ocorreu após a empresa divulgar balanço que voltou a apresentar pressão sobre o crédito e margens.
A receita somou R$ 3,57 bilhões, alta de 6,5% ante o mesmo período de 2025, mas queda de 4% frente ao quarto trimestre. O Citi atribui a alta recente ao crédito, enquanto o menor desempenho do TPV preocupa pela qualidade dos ativos.
No relatório, os analistas Gustavo Schroden, Arnon Shirazi e Brian Flores destacam fragilidade dos motores de receita e incertezas sobre o gerenciamento de ativos, com altas provisões potenciais e juros elevados sustentados. O cenário eleva a percepção de risco para as ações nos próximos 90 dias.
Entre janeiro e março, o lucro líquido ajustado da Stone atingiu R$ 549,1 milhões, avanço de 3,5% frente ao 1T de 2025, mas recuo de 22,3% na comparação com o quarto trimestre. O Citi aponta que o crescimento foi compensado por custos e provisões mais elevadas.
O Citi ressalta que a base de crédito cresceu rapidamente, para R$ 3,2 bilhões, com foco em crédito semanal para comerciantes. A qualidade dos ativos permanece a principal preocupação, mesmo com melhorias de rendimento no segmento.
A margem líquida ajustada ficou em 15,3%, abaixo do 15,8% de 1T-2025 e longe do 19% do 4T-2025. A receita de atividades transacionais ficou aquém da previsão, atribuída à otimização de preços e ao impacto na rentabilidade de operações financeiras.
Por fim, a Stone registrou margem bruta ajustada de 41,6% no trimestre, menor que 44,4% de 1T-2025 e 44,6% do 4T-2025. O banco cita custos de rescisão ligados à redução de quadro como fator que pesou na linha.
A receita de operações financeiras superou a projeção em 5%, impulsionada pelo aumento de receitas de pré-pagamentos. Contudo, a participação da receita de crédito ficou em 11% do total de operações financeiras. A base de clientes fechou o 1T-2026 em 4,7 milhões, alta de 13,2% YoY, mas queda de 4,8% frente ao quarto trimestre, com ajuste de ofertas e cobrança de contas inativas.
Na Nasdaq, as ações da Stone operavam em queda de cerca de 2% por volta do meio-dia de 15 de maio. No acumulado de 2026, o recuo já soma aproximadamente 35,7%. A Stone mantém valor de mercado em US$ 2,3 bilhões.
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