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Estudo aponta efeitos de adoçantes que podem persistir por gerações

Estudo em camundongos associa adoçantes a alterações metabólicas e da microbiota que podem persistir em gerações futuras

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  • Estudo com 47 camundongos avaliou sucralose, stevia e água, observando efeitos no metabolismo e na microbiota intestinal.
  • Houve alterações na regulação da glicose e na atividade de genes ligados à inflamação intestinal, com maior impacto nos grupos que receberam sucralose.
  • Alguns desses efeitos persistiram em duas gerações subsequentes, mesmo sem exposição direta dos descendentes aos adoçantes.
  • Na linhagem descendente da stevia, as mudanças metabólicas foram mais evidentes; ainda não há confirmação de efeitos em humanos.
  • Especialistas recomendam moderação no uso de adoçantes, incentivar hábitos alimentares naturais e destacar a necessidade de mais pesquisas em pessoas para confirmar os riscos.

Durante anos, adoçantes artificiais ganharam espaço em cafés, refrigerantes e produtos dietéticos. Uma pesquisa recente publicada na Frontiers in Nutrition questiona efeitos do consumo frequente em camundongos, incluindo impactos na microbiota e no metabolismo.

O estudo avaliou 47 camundongos divididos em três grupos: sucralose, stevia e água, com acompanhamento de duas gerações. Descendentes não ingeriram adoçantes, permitindo observar possíveis efeitos herdados.

Os pesquisadores observaram alterações no controle glicêmico, no equilíbrio da microbiota e no funcionamento metabólico dos animais expostos aos adoçantes. Em especial, houve maior atividade de genes inflamatórios na microbiota associada à sucralose.

Resultados e interpretações

A stevia mostrou alterações mais evidentes nas gerações seguintes, sugerindo desequilíbrios metabólicos e efeitos na regulação da glicose. Contudo, não há evidência direta de ligação com doenças cardiovasculares ainda.

A glicose apresentou mudanças apenas em gerações subsequentes, com machos da primeira geração ainda sem alteração significativa. Esses dados indicam possível herança indireta de efeitos metabólicos, segundo os autores.

O cardiologista Daniel Magnoni, da Unidade de Cardiometabolismo do Instituto Dante Pazzanese, comenta que os resultados reforçam a atenção aos impactos da microbiota. Ele ressalta que o conjunto de microrganismos é crucial para digestão, imunidade e metabolismo.

A pesquisa também discute hábitos alimentares familiares, destacando que obesidade e diabetes em pais podem influenciar o metabolismo de filhos por fatores genéticos e ambientais. Os autores alertam para a cautela na extrapolação para humanos.

Implicações e próximos passos

Especialistas enfatizam que os achados, ainda restritos a animais, não comprovam efeitos em pessoas. Novas investigações são necessárias para entender se os resultados se repetem em humanos, especialmente em contextos de consumo frequente.

Autoridades regulatórias continuam avaliando a segurança dos adoçantes. Enquanto isso, médicos recomendam moderação e destacam a importância de reduzir a dependência de sabores excessivamente doces, especialmente em crianças.

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