- Em março, o varejo cresceu 0,5% ante fevereiro e 4% na comparação com março do ano anterior; o desemprego ficou em 6,1%, menor desde 2012.
- A indústria avançou 3,1% no trimestre, enquanto os serviços recuaram 1,2% em março; 12 meses de serviços ficaram 2,8% acima do mesmo período do ano anterior.
- O volume vendido no varejo subiu 0,5% em relação a fevereiro, com avanço de 2,4% nos três meses e 4% acima de março de 2025.
- A inflação acumulada em 12 meses até abril foi de 4,39%, quase no teto de 4,50%; a inflação no quadrimestre somou 2,60%.
- Os juros básicos estão em 14,25%; o Banco Central pode enfrentar dificuldades para novos cortes, e o impacto político de preços altos se relaciona com as eleições em curso.
A economia brasileira mostrou crescimento em março, puxada pelo varejo, enquanto o setor de serviços recuou no mês. O cenário, que ganha contornos políticos com a aproximação das eleições, envolve emprego, inflação e juros.
O varejo avançou 0,5% em relação a fevereiro, impulsionando o resultado do comércio. Em três meses, o consumo acumula alta de 2,4% e, frente a março do ano passado, o volume vendido avançou 4%.
A taxa de desemprego ficou em 6,1% no trimestre, a menor desde 2012, sinalizando melhoria no mercado de trabalho e contribuindo para a demanda por bens e serviços. O setor industrial também contribuiu com crescimento.
Entre janeiro e março, a indústria acumulou alta de 3,1% no volume produzido, superando 1,3% o patamar registrado há um ano. Já os serviços caíram 1,2% de fevereiro para março, mantendo o trimestre 2,3% acima do mesmo período de 2025.
O recuo mensal no setor de serviços levanta preocupações sobre o desempenho da geração de empregos, apesar da participação relevante do setor na economia. O ambiente eleitoral aumenta o peso das informações sobre custo de vida e inflação.
A inflação acumula 4,39% nos 12 meses até abril, próximo do teto de 4,50% da meta institucional, enquanto o acumulado nos quatro primeiros meses do ano ficou em 2,60%. O quadro limita margens de manobra para reajustes de preços.
Os juros básicos, em 14,25%, seguem elevados. Com pressões internas e externas, o Banco Central pode enfrentar dificuldades para novos cortes, mesmo diante de resultados positivos no curto prazo.
O governo acompanha a evolução de preços e o desempenho setorial, especialmente por causa de decisões fiscais relevantes para as eleições. A agenda econômica envolve medidas para conter a alta de preços sem prejudicar a recuperação.
Na prática, especialistas destacam que o desempenho recente favorece o consumo, mas impõe cautela quanto ao controle inflacionário e à sustentabilidade do emprego. A decisão sobre políticas futuras dependerá das informações econômicas e do cenário político.
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