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Ercros aponta prejuízo de 13 milhões de euros no 1º trimestre antes da Bondalti

Nova gestão de Ercros prioriza OPA de exclusão para fortalecer finanças após perdas de 13,6 milhões no 1º trimestre

Planta de formol en Tortosa (Tarragona) de Ercros.
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  • Ercros registrou prejuízos de 13,6 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, alta de 12% em relação ao mesmo período de 2025, com demanda fraca, custos energéticos elevados e forte concorrência de fora da União Europeia.
  • A empresa está no processo de aquisição pelo grupo português Bondalti Ibérica, que lançou uma OPA para dominar a companhia.
  • O novo conselho aprovou, em 7 de abril, a saída da empresa de bolsa por meio de uma OPA de exclusão, para dar mais flexibilidade à transformação e fortalecer o posicionamento financeiro.
  • Em 2025, a Ercros registrou saldo negativo de 54 milhões de euros, ante 11,7 milhões de euros em 2024, devido a demanda fraca, altos custos de energia e a guerra tarifária dos EUA.
  • No primeiro trimestre de 2026, a receita foi de 154,8 milhões de euros, queda de 16% frente ao mesmo período de 2025; o EBITDA ficou negativo em 1,2 milhão de euros, e a dívida líquida atingiu 168,58 milhões de euros, com liquidez próxima de 45 milhões de euros.

A Ercros registrou prejuízo de 13,6 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, redução frente ao período anterior? Não, aumento de 12% em relação ao 1T2025. A empresa aponta demanda fraca, altos custos de energia e forte competição de países fora da UE como principais fatores.

O grupo químico segue no processo de aquisição pelo Bondalti Ibérica, que já lançou uma OPA para tomar controle. Em 19 de março, a CNMV informou que 77,23% dos acionistas aceitaram a oferta, fortalecendo o interesse no negócio.

Diante desse cenário, o novo conselho gestor anunciou, em 7 de abril, a intenção de tornar a empresa alvo de uma OPA de exclusão para deslistar. A ideia é ganhar flexibilidade para aplicar o plano de transformação.

Conforme a divulgação, a medida busca reforçar a posição financeira da companhia e viabilizar investimentos para reverter os resultados negativos. Em 2025, a empresa registrou prejuízo de 54 milhões, frente a 2024, com piora de demanda e custos energéticos elevados.

No 1T2026, a receita somou 154,8 milhões de euros, queda de 16% ante o 1T2025, que havia sido de 184,4 milhões. A divisão de produtos acabados recuou 16,7%, para 143,9 milhões, enquanto outros rendimentos caíram 26,1%.

O EBITDA ficou negativo em 1,2 milhão no trimestre, contra 9 mil euros de perda no 1T2025. A dívida financeira líquida chegou a 168,58 milhões em 31 de março, com alta de 43,6 milhões, impulsionada por fluxo de caixa negativo de 33 milhões.

Ao fim de março, a liquidez da Ercros era de quase 45 milhões de euros. A empresa mantém ainda desafios com demanda, energia e competição global, sob vigilância de investidores e reguladores.

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