- Nove por cento dos investidores usam inteligência artificial para buscar informações sobre investimentos, segundo a nona edição do Raio X do Investidor Brasileiro, da Anbima e Datafolha.
- Usuários de IA (como Chat GPT, Claude e Gemini) mostram maior responsabilidade financeira e carteiras mais diversificadas, com 74% tendo conseguido economizar em 2025, ante 57% de não usuários.
- A intenção de investimento futuro acompanha o comportamento: 88% dos usuários pretendem seguir investindo em 2026, vs 75% entre quem não utiliza a tecnologia.
- Com relação às aplicações, a poupança aparece como principal para 63% dos não usuários, caindo para 33% entre usuários; investimentos mais sofisticados ganham espaço (papéis privados: 19% para 33%; fundos: 13% para 29%; criptomoedas: 9% para 29%).
- Principais fontes de conteúdo financeiro entre usuários de IA: YouTube (51%), busca (Google) (41%), Instagram (38%), sites especializados (35%) e podcasts (29%), com 15% acompanhando influenciadores, contra 6% de não usuários.
A adoção de inteligência artificial por investidores brasileiros já envolve 9% dos participantes, segundo a nona edição do Raio X do Investidor Brasileiro, estudo da Anbima em parceria com Datafolha. O uso de assistentes como Chat GPT, Claude e Gemini está associado a maior responsabilidade com o dinheiro e a carteiras mais diversificadas.
Entre quem utiliza IA, 74% conseguiram economizar em 2025, ante 57% entre quem não usa a tecnologia. A intenção de seguir investindo em 2026 é maior entre os usuários: 88% versus 75% dos não usuários. A IA também altera a composição das aplicações financeiras.
A dependência da poupança cai entre os usuários, de 63% para 33%, enquanto a participação de papéis privados sobe de 19% para 33%. Fundos de investimento passam de 13% para 29% e criptomoedas, de 9% para 29% entre usuários da IA. O investimento em outras modalidades também cresce.
Perfil dos usuários
Os usuários são majoritariamente homens (67%), pertencentes à geração Z (49%) e à classe AB (58%). O estudo aponta que a IA passou a fazer parte da jornada de tomada de decisão financeira, atuando como camada adicional de informação, sem substituir as relações tradicionais.
Fontes de informação e relação humana
O principal canal de consumo de conteúdo financeiro entre usuários é o YouTube (51%), seguido por buscas no Google (41%), Instagram (38%) e sites especializados (35%). Mesmo com o digital, o gerente presencial ainda é citado por 13% como fonte principal, e 6% recorrem ao gerente à distância.
Observação sobre o uso
Segundo Marcelo Billi, da Anbima, a IA reforça o comportamento financeiro já existente, promovendo diversificação e estruturação. O estudo ressalta que a IA não substitui orientações humanas, mas funciona como suporte em decisões cada vez mais complexas. Fonte: Anbima e Datafolha.
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