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Câmara dos EUA aprova restrições a ataques de Trump contra o Irã

Câmara aprova resolução para impedir novos ataques de Trump ao Irã sem autorização do Congresso; resta dúvida sobre tramitação no Senado

A medida aprovada pela Câmara não pode ser vetada, mas há dúvida se terá privilégio parlamentar no Senado, o que obrigaria sua análise; na imagem, o Congresso dos EUA
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  • A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou uma resolução para impedir o presidente Donald Trump de ordenar novos ataques militares contra o Irã sem autorização do Congresso.
  • Pela primeira vez desde o início do conflito, uma medida desse tipo recebeu votação final na Câmara ou no Senado.
  • O placar ficou em 215 votos favoráveis e 208 contrários; quatro republicanos se alinharam aos democratas para apoiar a decisão.
  • A iniciativa se apoia na Lei de Poderes de Guerra de 1973, que determina a retirada de forças não autorizadas em até sessenta dias; Trump havia cumprido esse prazo apenas de forma contestada.
  • Ainda cabe dúvida sobre privilégio parlamentar no Senado, o que definiria se a medida será analisada lá.

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, em 3 de junho de 2026, uma resolução para impedir que o presidente Donald Trump ordene novos ataques militares contra o Irã sem autorização do Congresso. A votação final ocorreu na noite de quarta-feira, em Washington, sob o argumento de que o Executivo agiu sem aprovação formal do Legislativo.

O placar ficou em 215 votos a favor e 208 contrários. Quatro republicanos romperam com seus pares para apoiar o texto. A medida reflete a impaciência no Congresso em relação a ações militares no Oriente Médio sem autorização legislativa.

A proposta se baseia na Resolução de Poderes de Guerra de 1973, que determina a retirada de forças não autorizadas em 60 dias. Trump alegou ter encerrado hostilidades após a entrada de um cessar-fogo, o que não retirou oficialmente as ações do conflito.

Revisão no Senado

Apesar do peso da votação na Câmara, ainda não está claro se a resolução recebe privilégio parlamentar no Senado, o que obrigaria sua análise. Se o consultor do Senado concluir pela não aplicação de privilégio, o líder da maioria pode decidir não levar o texto a voto.

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