Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Powell deixa o comando do Fed; principais momentos do mandato

Powell encerra oito anos no Federal Reserve, enfrentando pandemia, inflação alta e defesa da independência, com transição para Kevin Warsh

Jerome Powell, presidente do Fed
0:00
Carregando...
0:00
  • Jerome Powell deixa nesta sexta-feira, 15, a presidência do Federal Reserve, encerrando oito anos à frente do banco central dos EUA.
  • Vai permanecer no colegiado do Fed até 2028, em uma saída considerada incomum para ex-presidentes da instituição.
  • Durante o mandato, enfrentou a pandemia da Covid-19, inflação elevada e tensões políticas sobre a autonomia do Fed.
  • O período também ficou marcado pelo “Powell Pivot” de 2019, com interrupção do aperto de juros e cortes preventivos, diante da guerra comercial com a China.
  • A transição aponta para Kevin Warsh como próximo presidente, com mercados observando impactos na condução da política monetária e na relação com a Casa Branca.

Jerome Powell deixa nesta sexta-feira, 15, a presidência do Federal Reserve, o banco central dos EUA, encerrando oito anos à frente da instituição. O período foi marcado pela pandemia, inflação elevada e tensões sobre a autonomia do Fed.

Mesmo deixando a cadeira, Powell permanece no conselho de governadores até 2028. Analistas veem a medida como tentativa de preservar a independência técnica do Fed diante de pressões políticas em Washington.

Powell foi indicado por Donald Trump em 2017 para substituir Janet Yellen, numa escolha vista como continuidade pela atuação inicial. Não tinha formação tradicional em economia, vindo de ciência política e direito.

Ao longo dos primeiros anos, manteve a trajetória de alta gradual dos juros. A mudança veio com a escalada de tensões comerciais entre EUA e China, elevando incertezas globais e volatilidade de mercados.

Da pandemia aos estímulos e à inflação

Durante a Covid-19, o Fed reduziu juros a near zero, ampliou compras de ativos e criou linhas de crédito de emergência, para estabilizar mercados e sustentar a recuperação econômica.

A inflação acelerou após a pandemia, principalmente em 2021 e 2022, com choques na cadeia global de suprimentos e o aumento de preços de energia. O banco central elevou os juros de forma agressiva.

Powell defendeu manter a juros elevados até que a inflação retornasse de modo consistente à meta de 2%. O resultado foi um dos ciclos de aperto mais intensos da história recente dos EUA.

Pressões políticas e defesa da independência

Permaneceram tensões entre o Fed e a Casa Branca. Pesadas críticas públicas de aliados de Trump chamaram a independência institucional em causa. Powell ressaltou, então, a necessidade de decisões guiadas por dados econômicos.

A transição para um novo comando ocorre em meio a expectativas de mudanças na condução da política monetária e na relação entre o Fed e a administração federal. O nome de Kevin Warsh surge como possível substituto próximo de Trump.

Powell encerra um ciclo marcado por respostas rápidas a crises, equilíbrio entre controle da inflação e manutenção do crescimento. A administração da política monetária permanece sob escrutínio de mercados e instituições.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais