- Em 30 de janeiro, o Departamento de Saúde e Segurança do Trabalho confirmou que a obrigatoriedade de incluir riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais começa em 26 de maio de 2026; não haverá novo adiamento.
- O mapeamento de riscos psicossociais exige, no mínimo, 90 dias, além de etapas de suprimentos, jurídico e LGPD/compliance, que podem extender o prazo ainda mais.
- A NR-1 não demanda apenas diagnóstico: é preciso integrar os riscos ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), implementar medidas de controle e monitorar continuamente.
- Dados de mercado indicam que organizações com liderança eficaz e segurança psicológica baixa apresentam menor burnout; onde esses fatores são fracos, há maior sofrimento, turn over e custos.
- Quem ainda não começou deve mobilizar a área interna, acelerar etapas burocráticas, escolher parceiros com experiência e tratar o mapeamento como processo permanente; em 2025, foram registrados mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais relacionados ao trabalho, com custos previdenciários acima de R$ 30 bilhões.
Em 30 de janeiro, o Departamento de Saúde e Segurança do Trabalho (DSST) confirmou que não haverá novo adiamento para a obrigatoriedade de incorporar riscos psicossociais ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. A implementação passa a vigorar a partir de 26 de maio de 2026, segundo o governo. A posição foi anunciada após consenso com a bancada empresarial, que pediu mais prazo, sem sucesso.
A decisão destaca que a atualização não é uma surpresa técnica; o foco é a gestão de riscos já prevista pelo marco regulatório. O DSST afirmou que riscos psicossociais devem ser gerenciados desde já, com planejamento, implementação de ações corretivas e monitoramento contínuo. Profissionais consultados apontam que o mapeamento não é simples nem rápido.
O que muda na prática é que as empresas precisam integrar o diagnóstico de riscos psicossociais ao PGR, com inventário, plano de ação e cronograma. As ações de controle devem ser efetivas, com monitoramento periódico, para evitar impactos como sobrecarga, queda de liderança eficaz e desequilíbios entre esforço e recompensa.
Impacto e desafios
Dados de 2025 indicam mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais ligados ao trabalho, com custos previdenciários superiores a R$ 30 bilhões. A maior parte dos custos, porém, não entra nas estatísticas oficiais, ficando por conta das empresas.
A Vittude, empresa especializada, aponta que o tempo de mapeamento varia entre 90 dias e mais, dependendo de etapas burocráticas. Análises de mercado mostraram que projetos tratáveis apenas como compliance têm menor efetividade, enquanto gestão atua com liderança engajada e dados para decisão.
Quem tem adotado a abordagem de gestão tem obtido melhores resultados, segundo o Censo de Saúde Mental da Vittude. Em ambientes com liderança bem avaliada e segurança psicológica alta, o burnout tende a zero; onde esses fatores falham, aumentam sofrimento e turnover. O NR-1 força uma mudança de prática, não apenas o cumprimento de uma exigência.
Recomendações para quem ainda não começou
Empresas que não iniciaram o processo devem mobilizar equipes internas, acelerar etapas de suprimentos, jurídico e compliance e escolher parceiros com experiência comprovada. Instrumentos validados devem sustentar o mapeamento, evitando soluções simplistas. A NR-1 é o ponto de partida de uma gestão permanente, não um projeto pontual.
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