- Em 2026, a declaração do Imposto de Renda ganha mais automatização e cruzamento de dados pela Receita Federal, incluindo criptoativos até quando há exposição indireta.
- Cerca de 25 a 26 milhões de brasileiros já tiveram contato, possuem ou investem em criptoativos até o primeiro semestre de 2026, com possível exposição via serviços financeiros digitais.
- A custódia de ativos por plataformas, como no caso da parceria entre Ripio e Mercado Pago, pode fazer com que informações de criptoativos apareçam na declaração pré-preenchida.
- Quatro orientações práticas da Ripio: declarar criptoativos na ficha correta (Bens e Direitos) se o valor de aquisição superar R$ 5 mil; usar o código adequado (Bitcoin, Altcoins, Stablecoins, NFTs) no Grupo 8 — Criptoativos; verificar ganho de capital; revisar a declaração pré-preenchida e guardar comprovantes.
- A recomendação geral é revisar as informações para confirmar origens dos ativos antes de enviar a declaração, sem considerar irregularidade apenas pela presença dos dados.
Em 2026, a declaração do Imposto de Renda ganha mais automatização e cruzamento de informações pela Receita Federal. Mesmo com a obrigatoriedade de informar criptoativos, a declaração pré-preenchida está mais avançada, ampliando a identificação de ativos digitais, inclusive quando há exposição indireta por serviços financeiros digitais.
Segundo dados do Affiliate Booster, até o primeiro semestre de 2026 cerca de 25 a 26 milhões de brasileiros já tiveram contato com criptoativos, investiram ou possuem ativos do tipo. A Ripio aponta que a interação indireta ocorre por meio de certos produtos financeiros, como cashback atrelado a ativos digitais.
Renata Mancini, Head de Compliance da Ripio, explica que quando há custódia por uma empresa, as informações são reportadas à Receita Federal e aparecem na declaração automaticamente. Ela ressalta a necessidade de conferir as informações pré-preenchidas para evitar divergências na malha fina.
Desde 2024, a Ripio atua como market maker e exchange no app do Mercado Pago, em parceria com o Mercado Pago. O banco digital permite comprar e vender a stablecoin Meli Dólar (MUSD), distribuída como cashback do Mercado Livre. A custódia fica a cargo da Ripio, o que implica a obrigação de declarar esses valores.
Para a Ripio, a presença desses dados não indica erro, mas requer atenção do contribuinte. A orientação é revisar a origem dos ativos e verificar a veracidade das informações antes de enviar a declaração.
Como declarar
A Ripio traz quatro orientações práticas para o IR 2026. Primeiro, incluir criptoativos na ficha correta: ativos digitais vão a Bens e Direitos quando o valor de aquisição supera R$ 5 mil.
Segundo, usar o código adequado conforme o tipo de ativo: MCN ou MUSD no caso do Mercado Livre. O Grupo 8 – Criptoativos possui códigos específicos, como 01 para Bitcoin, 02 para Altcoins, 03 para Stablecoins e 10 para NFTs.
Terceiro, verificar se houve ganho de capital: lucros com a venda podem ter tributação, dependendo do volume mensal de operações.
Quarto, revisar a declaração pré-preenchida: o recurso facilita o preenchimento, mas pode exigir ajustes. É essencial guardar extratos, comprovantes e registros de carteira para facilitar a conferência.
Fontes
Informações fornecidas pela Ripio, com referência a dados de uso de criptoativos e orientações para a declaração no IR 2026.
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