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Ripio ensina como declarar criptoativos no Imposto de Renda

IR 2026 exige que criptoativos apareçam na declaração, mesmo sem compra direta; confirme dados pré-preenchidos e a origem dos ativos.

Foto: Andre François McKenzie / DINO
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  • Em 2026, a declaração do Imposto de Renda ganha mais automatização e cruzamento de dados pela Receita Federal, incluindo criptoativos até quando há exposição indireta.
  • Cerca de 25 a 26 milhões de brasileiros já tiveram contato, possuem ou investem em criptoativos até o primeiro semestre de 2026, com possível exposição via serviços financeiros digitais.
  • A custódia de ativos por plataformas, como no caso da parceria entre Ripio e Mercado Pago, pode fazer com que informações de criptoativos apareçam na declaração pré-preenchida.
  • Quatro orientações práticas da Ripio: declarar criptoativos na ficha correta (Bens e Direitos) se o valor de aquisição superar R$ 5 mil; usar o código adequado (Bitcoin, Altcoins, Stablecoins, NFTs) no Grupo 8 — Criptoativos; verificar ganho de capital; revisar a declaração pré-preenchida e guardar comprovantes.
  • A recomendação geral é revisar as informações para confirmar origens dos ativos antes de enviar a declaração, sem considerar irregularidade apenas pela presença dos dados.

Em 2026, a declaração do Imposto de Renda ganha mais automatização e cruzamento de informações pela Receita Federal. Mesmo com a obrigatoriedade de informar criptoativos, a declaração pré-preenchida está mais avançada, ampliando a identificação de ativos digitais, inclusive quando há exposição indireta por serviços financeiros digitais.

Segundo dados do Affiliate Booster, até o primeiro semestre de 2026 cerca de 25 a 26 milhões de brasileiros já tiveram contato com criptoativos, investiram ou possuem ativos do tipo. A Ripio aponta que a interação indireta ocorre por meio de certos produtos financeiros, como cashback atrelado a ativos digitais.

Renata Mancini, Head de Compliance da Ripio, explica que quando há custódia por uma empresa, as informações são reportadas à Receita Federal e aparecem na declaração automaticamente. Ela ressalta a necessidade de conferir as informações pré-preenchidas para evitar divergências na malha fina.

Desde 2024, a Ripio atua como market maker e exchange no app do Mercado Pago, em parceria com o Mercado Pago. O banco digital permite comprar e vender a stablecoin Meli Dólar (MUSD), distribuída como cashback do Mercado Livre. A custódia fica a cargo da Ripio, o que implica a obrigação de declarar esses valores.

Para a Ripio, a presença desses dados não indica erro, mas requer atenção do contribuinte. A orientação é revisar a origem dos ativos e verificar a veracidade das informações antes de enviar a declaração.

Como declarar

A Ripio traz quatro orientações práticas para o IR 2026. Primeiro, incluir criptoativos na ficha correta: ativos digitais vão a Bens e Direitos quando o valor de aquisição supera R$ 5 mil.

Segundo, usar o código adequado conforme o tipo de ativo: MCN ou MUSD no caso do Mercado Livre. O Grupo 8 – Criptoativos possui códigos específicos, como 01 para Bitcoin, 02 para Altcoins, 03 para Stablecoins e 10 para NFTs.

Terceiro, verificar se houve ganho de capital: lucros com a venda podem ter tributação, dependendo do volume mensal de operações.

Quarto, revisar a declaração pré-preenchida: o recurso facilita o preenchimento, mas pode exigir ajustes. É essencial guardar extratos, comprovantes e registros de carteira para facilitar a conferência.

Fontes

Informações fornecidas pela Ripio, com referência a dados de uso de criptoativos e orientações para a declaração no IR 2026.

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