- Brasileiros valorizam bancos, meios de pagamento e corretoras de criptomoedas como referência para prevenir golpes, superando autoridades públicas.
- Relatório “O Estado dos Golpes no Brasil 2025”, da Global Anti-Scam Alliance (GASA), com base em dados internacionais e de mil brasileiros, aponta bancos como mais preparados em educação, denúncia e suporte às vítimas.
- Polícia e governo aparecem em últimas posições na percepção de preparo para enfrentar golpes, ocupando o 5º e o 6º lugares, respectivamente.
- Entre os perfis mais vulneráveis estão millenials e pais de crianças e adolescentes, com alta exposição digital e rotinas sobrecarregadas.
- A diretora da GASA Brasil, Renata Salvini, ressalta que educação, tecnologia e cooperação entre setores são decisivas para reduzir impactos das fraudes.
Em um cenário de aumento de golpes digitais, consumidores brasileiros confiam mais em instituições financeiras do que em autoridades públicas para prevenção e apoio. O dado vem do relatório “O Estado dos Golpes no Brasil 2025”, da Global Anti-Scam Alliance (GASA).
A pesquisa reúne dados de mais de 40 países e 1000 entrevistados no Brasil. Bancos, meios de pagamento e corretoras de criptomoedas aparecem como referência de preparo contra golpes, destacando educação sobre fraudes (59%), facilidade de denúncia (58%) e suporte às vítimas (52%).
Segundo o estudo, polícia (5º lugar) e governo (6º lugar) aparecem entre as últimas posições na percepção de proteção. Entre os fatores estão a sofisticação crescente dos crimes e a necessidade de cooperação entre setores para reduzir impactos.
Perfil dos vulneráveis
Millenials e pais de crianças e adolescentes são os grupos mais expostos, combinando alta presença digital com rotinas ocupadas. O relatório aponta que esses perfis representam alvo frequente de golpes devido ao comportamento online e ao tempo limitado para checagem de informações.
Para a diretora do capítulo Brasil da GASA, Renata Salvini, a articulação entre tecnologia, educação do consumidor e cooperação setorial é crucial para reduzir fraudes e fortalecer a proteção digital diante da evolução dos crimes.
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