- O CEO da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, afirmou que carros chineses são “tudo muito igual” e citou imitações de Panamera e Land Rover.
- Ele disse que, para construir uma identidade de marca, não basta tecnologia, entretenimento e preço; é preciso valor residual e investimento local.
- A fala ocorreu durante o painel no São Paulo Innovation Week, após a visita ao Salão de Pequim.
- Possobom esteve aberto à concorrência chinesa, desde que haja investimento, desenvolvimento local e compromisso industrial com o Brasil.
- O executivo ressaltou que o consumidor brasileiro valoriza a relação com o carro além das novidades tecnológicas, destacando ainda o foco chinês em entretenimento e a aposta da VW na IA automotiva com o projeto Otto.
Ciro Possobom, CEO da Volkswagen do Brasil, afirmou em evento no SPIW que, na visão dele, os carros chineses apresentam semelhanças excessivas entre as marcas. A crítica foi feita durante o painel promovido pelo Jornal do Carro, em São Paulo, no dia 14.
O executivo mencionou que a repetição de design impede a construção de identidade de marca. Ele citou referências como Panamera e Land Rover, sugerindo que o excesso de inspirações prejudica a diferenciação no mercado brasileiro.
A fala ocorreu na presença de representantes de montadoras chinesas, incluindo Diego Fernandes, COO da GWM no Brasil, que participou do mesmo debate. A marca já teve modelos comparados visualmente a veículos de luxo europeus.
Estrutura de marca e investimento local
Possobom explicou que o problema não seria apenas visual, mas a capacidade de consolidar uma identidade de marca consistente. Segundo ele, produtos com origem chinesa precisam oferecer valor sólido para a fidelização do consumidor.
O CEO ressaltou que a competição pode crescer, desde que acompanhe investimento, desenvolvimento local e compromisso industrial com o Brasil. Ele enfatizou que tecnologia não substitui presença e produção locais.
Perspectivas sobre tecnologia e mercado brasileiro
O executivo apontou que o brasileiro valoriza atributos além da tecnologia embarcada, como valor residual e segurança. Ele afirmou que recursos como telas avançadas ajudam, mas não definem sozinhos a decisão de compra.
Possobom comentou ainda sobre a atuação da Volkswagen no desenvolvimento tecnológico, citando a suíte de IA automotiva Otto, desenvolvida pela empresa no Brasil. A ideia é mostrar que o avanço tecnológico exige lastro de marca e confiabilidade.
A avaliação é de que chineses estão promovendo mudanças no setor, especialmente no foco em entretenimento dentro dos veículos. No entanto, a VW defende que o investimento local e o comprometimento industrial continuam sendo requisitos para a concorrência.
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