- Nos EUA, a relação entre preço mediano de casa e renda familiar mediana era de 2,5 em 1950 e subiu para quase cinco hoje; áreas costeiras com construção limitada chegam a 12,4 em San Francisco.
- Austin, que construiu dezenas de milhares de casas, tem relação de 4,6 entre preço mediano e renda, bem menor que várias cidades litorâneas.
- Nos últimos dez anos, Austin teve 140 moradias iniciadas por cada 1.000 domicílios, frente a 22 em San Francisco, 23 em Nova York e 27 em Boston; o aumento da oferta ajuda a manter preços mais baixos.
- Exemplos de desenvolvimento em Austin incluem o arranha-céu de 66 andares no centro e o Easton Park, com casas de dois quartos abaixo de 325 mil dólares.
- Para reduzir custos, cidades devem afrouxar o zoneamento para mais imóveis multifamiliares e reduzir entraves de licenciamento; Dallas/Orlando/Phoenix/Raleigh mostram caminhos, enquanto zonas litorâneas enfrentam barreiras que elevam preços e desigualdade.
O mercado imobiliário dos Estados Unidos mostra que o custo de moradia acompanha a oferta de casas. Entre 1950 e hoje, a relação entre preço mediano da casa e renda familiar média saltou, de 2,5 para quase 5 vezes. Em áreas costeiras, o desequilíbrio é ainda maior.
Austin, no Texas, é apontada como exemplo de expansão rápida de oferta. A cidade abriu milhares de unidades novas e viu o custo mediano ficar em torno de 4,6 vezes a renda familiar, bem abaixo de alguns grandes centros.
Ao longo da última década, Austin teve ritmo de construção que supera cidades como San Francisco, Nova York e Boston. Em Austin, foram erguidas 140 casas por mil famílias, ante 22, 23 e 27 nesses centros, respectivamente.
Esse crescimento aparece em projetos como um arranha-céu de 66 andares no centro e o desenvolvimento Easton Park, com casas de dois quartos que podem custar menos de 325 mil.
Ainda assim, o quadro geral não é uniforme. Em muitas regiões costeiras, regras de zoneamento rígidas dificultam novas construções, elevando ainda mais o preço relativo da moradia.
O problema é mais grave quando a relação entre preço e renda é alta, mesmo com consenso sobre a necessidade de mais edifícios. Em cidades com políticas de NIMBY, há ganho para proprietários antigos, em detrimento de quem precisa de moradia acessível.
Para reduzir custos, especialistas apontam duas mudanças centrais. Primeiro, afrouxar leis de zoneamento para permitir mais multifamiliares; segundo, simplificar a emissão de alvarás e reduzir entraves burocráticos que elevam custos e atrasam obras.
Casos como Oregon, que avançou com regras favoráveis à construção de apartamentos próximo a transporte, são citados como demonstração de viabilidade. Outros estados já estudam medidas similares para simplificar processos.
A solução, de acordo com analistas, passa por ampliar a oferta de moradias sem restringir a construção em áreas já densificadas. Em cidades que conseguem equilibrar expansão e custos, a pressão sobre aluguel e compra tende a diminuir.
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