- Ford anunciou a criação da Ford Energy, unidade voltada a sistemas de armazenamento de energia com baterias, com primeiras entregas previstas para late 2027 e possível aproveitamento de linhas ociosas em Glendale, Kentucky.
- A divulgação gerou alta de 13% na ação da Ford, maior ganho diário em anos.
- A migração acompanha a tendência de algumas montadoras dos Estados Unidos de abandonar parte dos planos agressivos de EVs em favor de armazenamento de energia e serviços relacionados.
- A GM já havia firmado parcerias para produzir baterias e módulos de armazenagem com Redwood Materials e LG Energy Solution, além de adaptar uma planta antiga de EV para fabricar baterias de armazenamento.
- A Stellantis também tem parceria com a Samsung SDI para baterias, com parte da produção já sendo redirecionada para armazenamento de energia.
Ford inicia nova estratégia ao pivotar para armazenamento de energia
A Ford anunciou a criação de uma subsidiária chamada Ford Energy, com foco em sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). A operação visa vender esses sistemas a concessionárias, indústrias e data centers. As primeiras entregas estão previstas para o final de 2027.
A decisão faz parte de uma mudança de rumo diante dos desafios da eletrificação. A Ford planeja reutilizar linhas de produção ociosas de uma fábrica em Glendale, Kentucky, dedicada às baterias de veículos elétricos no passado.
Investidores reagiram positivamente: as ações subiram 13% em um único pregão, o maior ganho diário em anos. A empresa havia registrado, no ano anterior, um impairment de US$ 19,5 bilhões em seus programas de EV.
Ford Energy: o que muda na prática
O movimento aproveita incentivos e políticas públicas favoráveis ao armazenamento de energia. A Ford soma a parceria com CATL, fabricante chinês de baterias, que deve manter apoio tecnológico e de fabricação.
A estratégia coloca a Ford em linha com o potencial crescimento do mercado de energia, diferindo do foco exclusivo em veículos elétricos. O objetivo é explorar margens de lucro associadas ao armazenamento de energia.
GM segue com uso de baterias para armazenamento
A General Motors já havia sinalizado novos rumos ao buscar parcerias com recicladores de baterias para armazenamento de energia. A empresa também planeja adaptar uma planta de baterias na Tennessee para produzir baterias para armazenamento.
A GM firmou acordo com Redwood Materials para desenvolver baterias voltadas a armazenamento de energia e com LG Energy Solution para reaproveitar parte de uma planta de EVs para baterias de armazenamento. A transição busca aproveitar demanda de utilidades e indústrias.
Stellantis e a aposta em armazenamento
A Stellantis iniciou, em parceria com a Samsung SDI, a produção de baterias em Kokomo, Indiana, em 2024, direcionando parte da produção para armazenamento de energia. Fontes indicam que a empresa avaliaria a saída parcial da joint venture para foco nesse segmento.
A mudança publicada ocorre em meio a prejuízos com EVs e tenta manter o papel de grandes fabricantes americanas no setor de energia, com maior integração de cadeias de suprimento domésticas. Voltadas a operações de rede e dados, as baterias para armazenamento ganham centro de atuação.
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