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Fim da escala 6×1 terá impacto nos negócios, diz CEO da Indigo Brasil

Fim da escala 6x1 pode alterar operações de serviços; Indigo Brasil, com 10% do mercado, aposta em gestão de dados e experiência para manter crescimento

Thiago Piovesan, CEO da Indigo Brasil
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  • A Indigo Brasil, empresa francesa, detém aproximadamente 10% do mercado brasileiro de estacionamentos e pretende expandir sua participação no setor.
  • A eliminação da escala 6×1 pode impactar os serviços, variando conforme o segmento e o modelo operacional; ajustes nas escalas podem ser necessários.
  • A companhia busca profissionais com foco em tecnologia, gestão de dados e inovação, valorizando resolução de problemas e acolhimento.
  • Em um cenário de juros elevados, investimentos são mais cautelosos; alguns projetos retomam conforme a economia melhora.
  • Tecnologia e experiência do cliente são prioridades, com ênfase em digitalização, confiabilidade e serviço premium, não apenas em preço.

O fim da escala 6×1 pode alterar o funcionamento de serviços que dependem de estacionamentos, segundo o CEO da Indigo Brasil. Thiago Piovesan afirma que a mudança terá efeito real no setor, especialmente em hospitais, shoppings e demais operações com operação 24h ou horários variáveis. A adaptabilidade é destacada como habilidade essencial na empresa.

A Indigo, empresa de origem francesa, atua com cerca de 10% do mercado brasileiro de estacionamentos. O desafio atual é convencer empresários a profissionalizar a gestão desses espaços em comércios, hospitais e clínicas, ampliando a penetração no setor que, segundo Piovesan, ainda tem 80% de mercado para consolidar.

Um eventual fim da escala 6×1 exigiria ajustes nas escalas e na estrutura de pessoal, variando conforme o tipo de operação e seu regime; a transformação dependeria do perfil de cada negócio, inclusive se opera com atendimento 24 horas ou apenas em horário comercial.

A companhia avalia a demanda por mão de obra, que apresenta sazonalidade, como comum a muitos setores. O foco para contratação envolve tecnologia, gestão de dados e inovação, considerados pré-requisitos para participar do mercado qualificado. Além disso, o acolhimento e a capacidade de resolução de problemas são valorizados.

Em cenário de pressão econômica, empresas tendem a adiar investimentos de expansão. A Indigo observa juros elevados como fator de cautela, o que atrasa projetos com retorno de longo prazo. Ainda assim, alguns itens em espera voltam a avançar conforme o financiamento fica mais acessível.

No que diz respeito à competição de preços, a Indigo reforça que não há público único para cada estacionamento. A empresa aponta que diferentes perfis de clientes aceitam tarifas distintas, buscando equilíbrio entre preço, serviços e experiência oferecidos. A experiência e a confiabilidade ganham espaço para além do custo.

Sobre demanda por serviços premium, Piovesan destaca crescimento de clientes que buscam diferenciação e qualidade. Produtos voltados a esse segmento costumam apresentar demanda superior ao esperado, com o mercado em expansão e maior reconhecimento do serviço.

A tecnologia representa o principal eixo estratégico da Indigo Brasil. A frente de análise de dados é considerada a mais relevante para orientar decisões e ampliar gestão de estacionamentos no Brasil. O executivo, de 49 anos, atua há cerca de três décadas em áreas ligadas a auditoria, finanças e relação com investidores.

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