- Pesquisa da CNDL mostra que 96% dos brasileiros fizeram compras em sites internacionais entre junho de 2024 e junho de 2025, mesmo com a chamada “taxa das blusinhas” em vigor desde 1º de agosto de 2024.
- De 2024 para 2025, houve queda de 97,6% para 95,8% no uso de sites internacionais; compras em sites nacionais caíram de 89% para 70,9%.
- Entre os produtos, roupas foram o item mais comprado em sites internacionais (40,8%), seguidas por calçados (28,7%), acessórios (26%) e artigos para casa (24%).
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou medida provisória que zerou o imposto de importação de até US$ 50, com validade de até 120 dias; o Congresso precisa aprovar.
- Entidades da indústria e do varejo criticam a revogação, afirmando que pode prejudicar a arrecadação, a competição local e empregos, e pedem medidas compensatórias.
O percentual brasileiro que realizou compras em sites internacionais manteve-se alto em 2025, mesmo com a cobrança da chamada “taxa das blusinhas”. Entre junho de 2024 e junho de 2025, 96% dos brasileiros pesquisados declararam ter adquirido produtos no exterior. A taxa começou a vigorar em agosto de 2024.
Entre 2024 e 2025, houve queda de 1,8 ponto percentual no percentual de compradores em sites internacionais, que passou de 97,6% para 95,8%. Já as compras nacionais recuaram 18 pontos percentuais, de 89% para 70,9%. O levantamento foi feito pela CNDL.
Roupas foram o item mais adquirido em sites internacionais, respondendo por 40,8% das compras. Calçados ficaram em 28,7%, acessórios em 26% e itens para casa em 24%. A pesquisa ocorreu entre 13 e 25 de junho de 2025, com 1.094 entrevistas.
Fim da cobrança e impactos
O presidente Lula assinou, em 12 de maio de 2026, uma medida provisória que zerou o imposto de importação de 20% para compras internacionais até US$ 50. A nova regra já entrou em vigor, com validade de até 120 dias, cabendo ao Congresso aprová-la.
A medida não altera o ICMS, recolhido pelos estados, nem o regime tributário relacionado a ele. O texto depende de confirmação parlamentar para vigorar além do prazo. O recesso e as eleições de outubro costumam influenciar a tramitação no segundo semestre.
Reações setoriais
Entidades da indústria e do varejo criticaram a revogação. A CNI afirma que a medida beneficia indústrias estrangeiras e pode afetar micro e pequenas empresas, com possível impacto na geração de empregos. A Abit classificou a medida como prejudicial à indústria têxtil e à concorrência nacional.
A Abvtex reforçou preocupação com perda de competitividade de empresas locais e empregos, defendendo medidas compensatórias. A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual também criticou a decisão, destacando impactos sobre produção e comércio formal.
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