- Monica Montefalcone, ecologista marinha da Universidade de Gênova e referência em osmorépteas do Mediterrâneo, morreu em um acidente de mergulho nas Maldivas no dia 14 de maio, aos 51 anos.
- Sua filha, Giorgia Sommacal, 23 anos, também faleceu, junto com mais três italianos ligados à Universidade de Gênova.
- O grupo mergulhava em cavernas no atol Vaavu; entre as vítimas estavam Muriel Oddenino, Federico Gualtieri e Gianluca Benedetti.
- Montefalcone comandava o Laboratório de Ecologia da Paisagem Marinha e tinha trabalhos voltados para mapeamento, monitoramento, restauração de pradarias de alga-do-mar (Posidonia oceanica) e habitats costeiros.
- Colegas destacam que ela unia ciência de campo, prática de conservação e comunicação pública, além de mentorar jovens pesquisadores e incentivar políticas de preservação.
Monica Montefalcone, ecologista marinha da Universidade de Genoa e referência em pradarias de Posidonia oceanica no Mediterrâneo, morreu em um acidente de mergulho nas Maldivas aos 51 anos. A filha Giorgia Sommacal, 23, também faleceu, acompanhada por mais três italianos ligados à universidade. O grupo mergulhava em cavernas no Vaavu Atoll quando ocorreu o incidente.
Quatro das vítimas tinham vínculo com a Universidade de Genoa. Ainda não há detalhes definitivos sobre as circunstâncias do acidente, que ocorreu em 14 de maio, segundo informações preliminares. As autoridades também investigam as causas e as circunstâncias do ocorrido.
Montefalcone integrava o corpo docente como associada de ecologia. Seu trabalho ligava ciência de campo, prática de conservação e comunicação pública, com foco em mapeamento, monitoramento e restauração de habitats costeiros, especialmente as pradarias submarinas.
A pesquisadora era reconhecida por expor a importância das seشبrgas para nurserios, abrigo de espécies e proteção costeira. Ela defendia ações ativas de restauração, incluindo o replantio manual de seagrass, como resposta prática aos grandes danos ambientais.
Colegas e alunos a lembram como uma cientista exigente no campo, professora generosa e comunicadora clara. Foi responsável por formar novas gerações de pesquisadores em biologia marinha, com ênfase em precisão e observação sob água.
Entre as áreas de atuação, Montefalcone estudou ecologia costeira, habitats bentônicos, recifes de corais, cavernas marinhas e impactos das mudanças climáticas. No DiSTAV, coordenou o Laboratório de Ecologia de Paisagens Marinhas, um de seus projetos mais orgulhosos.
Mensagens de apoio destacam a atuação da pesquisadora na prática da conservação e na aproximação entre ciência, políticas públicas e público em geral. A WWF a reconheceu como uma das maiores especialistas em ecossistemas de Posidonia no Mediterrâneo.
Sábia na transmissão de conhecimento, Montefalcone incentivava jovens cientistas a persistir na carreira, mesmo diante de períodos de instabilidade na Itália. Ela participou de sociedades científicas e liderou iniciativas voltadas a formação de novos talentos.
Suas lembranças, de Mandriola, na Sardenha, ressaltam o vínculo da pesquisadora com a família, o mar e a comunidade local. A relação com Posidonia era descrita como uma conversa natural, que combinava ciência, prática e paixão pelo oceano.
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