- O diesel caiu pela quarta vez em cinco semanas, com recuo acumulado de quatro vírgula cinco por cento.
- Mesmo com a queda, o preço está dezoito vírgula nove por cento acima do nível pré-guerra no Irã.
- Entre de três a nove de maio, o preço médio do litro do diesel S10 ficou em sete reais e vinte e quatro centavos.
- A queda acompanha o início da subvenção a produtores e importadores, vigente desde primeiro de abril, com subsídios de até um vírgula cento e doze reais por litro para produzido no país e até um vírgula cinquenta e dois reais por litro para importado, além da zeragem de PIS e Cofins.
- A Petrobras mantém participação relevante no abastecimento de diesel, variando entre aproximadamente setenta e cinco por cento e setenta e oito por cento, o que influencia a dinâmica de preços.
O preço do diesel no Brasil caiu pela quarta vez em cinco semanas, somando recuo de 4,5%. Mesmo com a queda, o valor permanece 18,9% mais alto do que o registrado antes do conflito no Irã. Os dados são do painel de preços de revenda da ANP, que monitora o setor.
Na semana de 3 a 9 de maio, o litro do diesel S10 ficou em média R$ 7,24. O diesel é o principal combustível da frota de caminhões e impacta o frete e, por consequência, o custo de alimentos transportados. Em cinco semanas houve uma semana sem variação e quatro com queda.
A comparação com o período pré-guerra mostra queda recente, mas o preço chegou a patamares próximos de R$ 7,58 em 11 de abril, após o início dos ataques ao Irã. O S500 recuou de R$ 7,45 para R$ 7,05/ litro no mesmo intervalo.
O diesel S10 representa cerca de 70% do consumo nacional, segundo a ANP, e é amplamente utilizado por veículos de transporte a partir de 2012. Já o S500 emite 500 ppm de enxofre, 50 vezes mais que o S10, o que explica a diferença de uso e impacto ambiental.
Subvenção e medidas do governo
A recente tendência de queda coincide com o início de apoio financeiro a produtores e importadores. Desde 1º de abril, o governo disponibiliza subsídio de até R$ 1,12 por litro para produção nacional e até R$ 1,52 por litro para importação, desde que repassado ao consumidor.
Além disso, houve zeragem temporária das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, visando reduzir custos na ponta final. Agentes do mercado também destacam o papel da Petrobras, que manteve margens estáveis mesmo com o choque inicial.
Para contextualizar, o barril Brent operava em torno de US$ 104 na tarde de 11 de maio de 2026, refletindo o cenário de maior volatilidade internacional e impacto nas cotações de derivados. O Brasil continua importando parte significativa do diesel, o que amplia sensibilidade a choques globais.
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