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Empresas distribuem vale IA a funcionários para testar ferramentas inovadoras

Magalu distribui créditos de IA a funcionários e levou 180 projetos à produção desde o ano passado, impulsionando a adoção corporativa

Ilustração - Catarina Pignato
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  • Empresas vêm distribuir créditos de IA aos funcionários para testar ferramentas, com exemplos da Nvidia, Nubank e Magalu.
  • Na Magalu, já foram testados mais de duzentos e cinquenta projetos, e dezoito tiveram produção iniciada desde o ano passado; a empresa tem mais de vinte mil empregados.
  • O Nubank investe cerca de US$ quatrocentos mil a US$ quinhentos mil por mês em créditos de IA para about nove mil colaboradores, com cerca de R$ mil por pessoa mensalmente, além de divulgar um boletim interno de uso.
  • A Nvidia oferece até US$ dez mil por funcionário por mês para explorar IA, mantendo o foco na experimentação prática dentro da empresa.
  • Há preocupação com uso indevido de créditos de IA para atividades não relacionadas ao trabalho, como ocorreu na Amazon, o que levou a Magalu a alocar créditos por área e incentivar as melhores ideias advindas das experiências dos funcionários.

Dois grandes grupos brasileiros testam e financiam o uso de IA entre seus funcionários, em formato de créditos para explorar modelos de inteligência artificial. A ideia é que colaborador desenvolva soluções úteis para a empresa, em ambiente controlado.

A Magalu já levou 180 projetos de IA à linha de produção desde 2025, após ter testado mais de 250 propostas. A iniciativa é gerida pela equipe de IA da varejista, com créditos distribuídos por área de atuação. A prática busca fomentar adoção prática.

O Nubank e a Nvidia também investem fortemente. A Nvidia oferece até US$ 10 mil por mês por funcionário para uso de IA, enquanto o Nubank pratica um aporte mensal de US$ 500 mil para cerca de 9 mil colaboradores, além de créditos individuais por pessoa.

Como funciona o esquema de créditos

Na Magalu, os créditos são alocados por área de operação, com incentivo à aplicação de ideias que emergem das equipes. O CEO Frederico Trajano detalha investimentos expressivos em tokens de processamento para sustentar a estratégia de IA.

O programa da empresa envolve uma plataforma interna de gestão de projetos, sob supervisão do diretor de IA Caio Gomes. Os colaboradores podem submeter projetos que, se aprovados, avançam para produção.

Uso e métricas de IA

Em testes, o desempenho é monitorado com métricas de economia e receita geradas pelos colaboradores, integradas a avaliações de desempenho. A prática visa medir impacto direto das soluções na operação.

O Nubank também utiliza um boletim interno para acompanhar o uso de IA, destacando quem mais utiliza chatbots. A empresa afirma manter créditos de IA por pessoa, sem divulgar comentários oficiais sobre as métricas.

Contexto de mercado e perspectivas

Especialistas apontam que 40% dos líderes de RH não sabem o que ocorrerá com a força de trabalho diante da IA. Empresas buscam tornar os funcionários alfabetizados em dados, para evitar dependência de talentos caros.

Entre provedores, os números refletem crescimento na demanda por IA. O Google Cloud cita a transição da fase de experimentação para escalonamento de projetos, com custos variáveis conforme o modelo utilizado.

Testes práticos e casos de uso

O Magalu cita casos como o “WhatsApp da Lu”, assistente conversacional que facilita busca e pagamento dentro do app. A solução já serve de referência para desafios de busca por itens com descrições informais.

Na área de operações, a IA tem proporcionado ganhos de eficiência: pagamentos que levavam semanas passaram a ocorrer em minutos, e validação de contratos foi automatizada, agilizando informações internas.

Infraestrutura e parcerias

A Magalu mantém infraestrutura própria de nuvem e data center, combinando modelos fechados como Gemini com código aberto. A estratégia reduz dependência de terceiros e facilita migrar dados entre plataformas.

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