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EUA formam equipe no Pentágono para reduzir domínio chinês em terras raras

Pentágono avança com o “Dream Team” para reduzir domínio chinês sobre terras raras; investimentos bilionários e parcerias visam cadeia de suprimentos não chinesa

The Pentagon building in Arlington, Virginia. Photographer: Tom Brenner/Bloomberg
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  • Um grupo de ex-executivos de Wall Street, chamado internamente de “Deal Team Six”, guia o Pentágono para reduzir a dependência da China em terras raras e ímãs usados em produtos diversos, de micro-ondas a mísseis.
  • O objetivo é criar uma cadeia de suprimentos não chinesa para minerais críticos, com até US$ 200 bilhões em capacidade de financiamento nos próximos três anos.
  • Em julho, o Pentágono fechou acordo com a MP Materials, investindo US$ 400 milhões e tornando-se o maior acionista da empresa, com piso de preço para alguns produtos e garantia de compra de ímãs por dez anos.
  • Um dos negócios envolve a mineradora brasileira Serra Verde, vendida à USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões, ampliando a rede de fornecedores independentes.
  • Críticos levantam questões sobre corrupção e conflitos de interesse; o governo afirma manter imparcialidade e realizar verificações rigorosas em parcerias.

De um escritório próximo à Casa Branca, um grupo de ex-executivos de Wall Street ocupa a linha de frente do plano do Pentágono para reduzir a dependência da China no fornecimento de minerais críticos. O objetivo é criar uma fonte independente para terras raras e ímãs usados em produtos que vão desde eletrodomésticos até mísseis. A estratégia busca evitar repetição de crises anteriores.

Conhecido internamente como Deal Team Six, o grupo atua com bilhões de dólares em participações acionárias, pisos de preço e linhas de crédito para viabilizar negócios. A ideia é acelerar o desenvolvimento de uma cadeia de suprimentos não chinesa para ímãs permanentes.

Rush Doshi, ex-diretor para a China no Conselho de Segurança Nacional, disse que é necessário agir com rapidez, mesmo que envolva medidas que não sejam puramente de mercado. O Pentágono nega desvio de imparcialidade e afirma seguir processos rigorosos de verificação com parceiros.

Investimentos e parceiros

A iniciativa tem capacidade de financiamento de cerca de US$ 200 bilhões nos próximos três anos, segundo fontes próximas ao tema. Ainda há dúvidas sobre compatibilidade com leis que regem investimentos governamentais e participação do setor privado.

Em julho, a empresa MP Materials recebeu investimento de capital do governo, elevando o governo a acionista relevante. O acordo incluiu mecanismos de preço e garantias de compra de ímãs produzidos em nova instalação, com contratos de longuíssimo prazo.

A cadeia envolve ainda a mineradora Serra Verde, brasileira, vendida à USA Rare Earth num negócio avaliado em US$ 2,8 bilhões. Há negociações com montadoras para firmar acordos de compra de ímãs não chineses, ainda em estágio preliminar.

Contexto e controvérsias

Críticos apontam que a atuação pode envolver riscos de corrupção e conflitos de interesse, já que figuras ligadas às empresas de private equity participam do mesmo ecossistema. O Pentágono afirma reforçar controles éticos e que Feinberg se afastou de participações para cumprir normas.

Fontes do governo ressaltam que a prioridade é garantir fornecimentos estáveis para defesa e indústria civil. No entanto, ainda não há detalhes sobre como as empresas se enquadram nas regras de salvaguardas de investimento governamental.

O governo dos EUA pretende ampliar a produção de ímãs e terras raras para atender a demanda mundial até 2030, reduzindo a dependência da China, que detinha grande parte da produção em 2024. A China ainda controla a maioria dos volumes globais de ímãs.

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